O presidente dos EUA diz que seu primeiro pedido a Xi seria 'abrir' a China, enquanto se espera que Pequim pressione Trump sobre o status de Taiwan

O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarcou do Air Force One em Pequim na noite de quarta-feira (13), no horário local, recebido com pompa antes de uma reunião com o líder chinês, Xi Jinping.
Durante a visita de dois dias, a expectativa é de que as superpotências globais discutam tarifas, a competição por tecnologia, a guerra no Irã e a relação dos Estados Unidos com Taiwan.
Trump retorna a uma China mais assertiva do que a que ele visitou em 2017, enquanto enfrenta críticas recentes à sua campanha militar no Oriente Médio.
A viagem estava originalmente programada para março, mas foi adiada por causa da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, um conflito que prejudica a economia global.
Trump foi recebido no tapete vermelho pelo vice-presidente chinês Han Zheng, um dos principais líderes do gigante asiático.
A recepção está sendo lida como uma demonstração de respeito ao presidente dos EUA por parte de Pequim, depois que um líder de nível inferior recebeu Trump em sua última visita.
A chegada teve grupos de pessoas agitando bandeiras chinesas e americanas enquanto gritavam “bem-vindo”.
O presidente dos EUA estava acompanhado por seu filho Eric Trump e alguns dos mais influentes líderes da indústria de tecnologia, incluindo Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia.
Outros CEOs que devem participara da viagem com Trump incluem Tim Cook, da Apple, Larry Fink, da BlackRock, e Kelly Ortberg, da Boeing.
"Pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que 'abra' a China para que essas pessoas brilhantes possam fazer sua mágica e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais alto", disse Trump em um post nas redes sociais antes de sua chegada.
Trump disse que esse seria seu “primeiro pedido” quando se encontrasse com o líder chinês.
O comércio entre os dois países diminuiu nos últimos anos em meio a uma crescente guerra tarifária e outras restrições.
No ano passado, o comércio bilateral totalizou US$ 414,7 bilhões, uma queda acentuada em relação aos US$ 690,4 bilhões registrados em 2022.
Trump também espera reduzir o déficit comercial entre os dois países. No ano passado, as importações dos EUA da China superaram as exportações americanas para o gigante asiático em US$ 200 bilhões.
A China, por sua vez, tem procurado se apresentar como um concorrente à altura na corrida armamentista global de IA, aumentando sua demanda por chips de computação fabricados nos EUA.
Mas muitos nos EUA temem que as empresas chinesas roubem sua tecnologia, provocando restrições mais rígidas às exportações.
É aqui que Pequim poderia exercer sua influência sobre metais de terras raras, essenciais para indústrias de alta tecnologia, uma ferramenta que o país usou anteriormente em retaliação contra as tarifas de Trump.
No comércio, espera-se que Trump pressione pelo aumento da compra chinesa de produtos agrícolas dos EUA, enquanto Pequim provavelmente pressionará Washington a reduzir as tarifas sobre produtos chineses.








