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“Traidores da Pátria”, diz Lula sobre família Bolsonaro

Manifestação foi uma resposta a Flávio Bolsonaro, que entregou documento ao governo Trump com proposta, apenas, de adiamento das novas tarifas sobre produtos brasileiros

Lula reage à Flávio Bolsonaro que pediu apenas um adiamento do tarifaço de Trump para depois das eleição ‘nunca houve motivo para tarifa, nem hoje nem depois’ / Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou a família Bolsonaro de traidores da Pátria e reafirmou que o Brasil não está à venda. A manifestação do presidente foi postada em sua rede social X, nesta quinta-feira (02) ao comentar o documento enviado pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, na sigla em inglês) sobre a proposta de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.

Lula disse ser inaceitável que a família Bolsonaro queira “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos” e classificou a iniciativa como “entreguismo”.

E afirmou que pedir o adiamento do tarifaço para depois das eleições é uma atitude de “traidores da pátria”.

No documento protocolado no USTR,  Flávio Bolsonaro pede a suspensão da aplicação das novas tarifas e afirma que elas beneficiariam politicamente o governo Lula.

O senador diz que o Planalto teria evitado negociar com Washington e informa que participará de uma audiência pública promovida pelo governo dos Estados Unidos para defender os interesses das empresas brasileiras.

Na mesma postagem, Lula também defende o Mercosul, ainda em resposta a Flávio Bolsonaro, que, no documento enviado ao governo dos Estados Unidos, afirmou que o Brasil deve buscar formas de “se libertar das amarras” do bloco para negociar diretamente com os norte-americanos.

Lula diz que defender o fim do bloco econômico, é outro ataque ao interesse do povo brasileiro, assim como querer entregar o Pix a interesses estrangeiros.

Leia a postagem de Lula, na íntegra:

Entenda o novo tarifaço

O USTR apresentou, no início de junho, propostas para a taxação dos produtos importados brasileiros que preveem 25% por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão, alegando ser resultado de uma investigação global sobre o tema, e mais 25% por práticas desleais de comércio. Isso seria resultado de uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025.

As tarifas ainda não estão em vigor. Primeiro, o governo norte-americano abriu uma consulta pública sobre o caso brasileiro, que receberá manifestações até 6 de julho.

No dia seguinte será feita uma audiência, na qual Flávio Bolsonaro está inscrito. No dia 15 de julho o presidente Donald Trump decidirá se aplicará ou não as sanções.

Desde o anúncio das tarifas, o governo Lula tem rebatido os motivos apresentados pelos Estados Unidos.

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