Depois da sabatina e aprovação na CCJ, Plenário impôs uma derrota histórica a Lula

O Plenário do Senado rejeitou, na noite desta quarta-feira (29), a indicação do atual advogado da Advocacia-Geral da União (AGU) ao cargo de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga deixada com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Messias precisava de pelo menos 41 votos favoráveis. No Plenário, foram apenas 34 votos favoráveis e 42 votos contrários à indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Suprema Corte.
Logo após o anúncio da votação, houve um princípio de confusão, com os senadores da oposição comemorando o resultado e os governistas demonstrando insatisfação com o resultado. É a primeira vez na história da República, que a indicação do presidente ao STF é rejeitada pelos senadores.
“A vida é assim”
Encerrada a votação, Jorge Messias conversou rapidamente com a imprensa que o aguardava na saída do Senado e agradeceu os votos favoráveis que recebeu.
"A vida é assim. Tenho certeza que lutei um bom combate. Passei por cinco meses por um processo de desconstrução. Sou grato a confiança depositada em mim pelo presidente Lula. Eu não encaro isso aqui como fim, essa é uma etapa da minha vida", declarou Messias.
Messias disse ainda que cumpriu seu “desígnio” e participou de forma íntegra de todo o processo. E destacou que foi recebido de forma generosa por 78 senadores.
"Me submeti a uma sabatina de coração aberto e de alma leve. Falei o que penso e o que sinto", continuou.
Sabatina
Pouco tempo antes do desfecho no plenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado havia aprovado Messias para a vaga no STF, com placar apertado.
Foram 16 votos favoráveis contra 11 contrários
O indicado de Lula respondeu perguntas de 22 senadores da CCJ que o questionaram sobre ativismo político e temas polêmicos como legalização do aborto, atentados do 8 de Janeiro, fim da escala de trabalho 6 por 1 e INSS.
A sessão se estendeu por mais de 8 horas. Apesar da vitória na comissão, no Plenário, o resultado foi diferente.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Jorge Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga no STF.







