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“Saio muito satisfeito”, diz Lula sobre reunião com Donald Trump

Encontro entre presidentes do Brasil e Estados Unidos tratou de temas como comércio, combate ao crime organizado e de terras raras

Lula se diz ‘muito satisfeito’ com a reunião feita com Trump na Casa Branca / Foto: Reprodução

Após mais de três horas de reunião a portas fechadas, entre os presidentes Lula e Donald Trump, acompanhados de suas comitivas ministeriais, o chefe do poder executivo brasileiro afirmou ter saído satisfeito do encontro. As duas delegações discutiram futuros acordos nas áreas de comércio, segurança pública e mineração de terras raras.

"Eu saio muito, muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos. Eu sempre acho que a fotografia vale muito. E vocês perceberam que o presidente Trump rindo, é melhor do que ele de cara feia. E eu fiz questão de dizer para ele rir", declarou Lula.

Este foi o terceiro e mais longo encontro presencial entre os dois presidentes. O primeiro ocorreu em setembro de 2025, durante a Assembleia-Geral da ONU, quando conversaram por poucos segundos. No mês seguinte, estiveram reunidos na Malásia por 45 minutos. Desde então, mantiveram contato apenas por videoconferência.

Comércio bilateral

O principal ponto de atrito nas relações entre Brasil e Estados Unidos desde a posse de Trump tem sido a tentativa de encontrar uma solução para as tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros.

Washington usou uma acusação de protecionismo contra o governo brasileiro para justificar a taxação política contra os produtos brasileiros, articulada pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pressionar sua absolvição no julgamento da tentativa de golpe de estado que culminou nos atos do dia 08 de janeiro de 2023. Na defesa do Brasil, o Planalto destaca que a balança comercial favorece os americanos.

Durante a reunião, Lula sugeriu a criação de um acordo tarifário conjunto, a ser elaborado ao longo de um mês pelas equipes econômicas dos dois países.

"Eu falei assim: vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da Indústria do Comércio do Brasil, junto com o seu moço do comércio, sente em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo", relatou.

Na avaliação do presidente, uma vez concluída a proposta, "quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder".

Segurança pública

Lula afirmou que a reunião não abordou a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas, mas destacou avanços no diálogo sobre cooperação em segurança pública.

Assim como no debate econômico, o presidente defendeu a criação de um grupo de trabalho com representantes do Brasil, Estados Unidos e demais países do continente americano para enfrentar o crime organizado de forma conjunta.

"Não é hegemonia de um país ou de outro querer combater o crime organizado. É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos e o Brasil tem expertise", disse Lula.

O presidente também convidou os Estados Unidos a integrarem o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, que reúne agentes e delegados de diversos países para enfrentar o tráfico de drogas transnacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os dois países assumiram o compromisso de colaborar no combate à lavagem de dinheiro.

Ele apresentou relatórios sobre o uso de fundos de investimento instalados em Delaware por organizações criminosas brasileiras, com o objetivo de ampliar o compartilhamento de informações e agilizar o bloqueio desses recursos.

Terras raras

A reunião ocorreu um dia após a Câmara dos Deputados aprovar o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que cria normas para governança, investimentos, comércio, pesquisa e integração desses recursos à cadeia produtiva nacional. O texto segue para votação no Senado, com apoio do governo pela manutenção.

Lula comentou com Trump sobre a proposta em tramitação e afirmou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais para a exploração de terras raras e outros minerais estratégicos, desde que os acordos sejam vantajosos para ambos os lados.

Para o presidente, a abertura não se restringe aos Estados Unidos. "Quem quiser participar conosco para ajudar a gente a fazer a mineração, para fazer a separação e para produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, estão sendo convidados para vir ao Brasil".

Elogio de Trump

Após o encontro, Donald Trump se pronunciou em nota em sua rede social, a Truth Social, onde se referiu a Lula como “o muito dinâmico presidente do Brasil”.

"Discutimos diversos tópicos, incluindo comércio e, especialmente, tarifas. O encontro seguiu muito bem. Nossos representantes estão programados para se encontrar e discutir certos elementos chave. Novas reuniões serão marcadas ao longo dos próximos meses, conforme necessário", comentou.

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