A defesa do ex-banqueiro aponta que tem o compromisso de ressarcir, de imediato, ao menos R$ 3 bi a fundos de pensão que sofreram prejuízos

Em meio às tratativas de uma possível delação premiada, a defesa de Daniel Vorcaro alega que o ex-baqueiro tem a intenção de devolver R$ 40 bilhões, parcelados em 10 anos. Nesse cenário, o relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, teria sinalizado que priorizará acordos que garantam o ressarcimento a curto prazo.
Segundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico, há certa desconfiança sobre de onde virá esse montante. No entanto, a defesa esclarece que tem o compromisso de ressarcir, de imediato, ao menos R$ 3 bilhões a fundos de pensão que sofreram prejuízos causados por ações do ex-banqueiro à frente da instituição financeira.
Delação colaborativa
Além de Vorcaro, seu cunhado, Fabiano Zettel, que é apontado como braço direito do ex-banqueiro, participaria da delação premiada. Segundo investigações da Polícia Federal (PF), Zettel seria um dos principais operadores do esquema financeiro envolvendo o Master. A estratégia da defesa é que os dois depoimentos funcionem de forma unificada e complementar.
Fabiano Zettel foi preso pela Polícia Federal, no início março de 2026, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça.
Caso Banco Master
O colapso do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, abriu uma série de investigações da Polícia Federal e intensificou embates entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Cerca de 800 mil clientes aguardam o reembolso de investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).








