Retomada dos confrontos reacende temores sobre o abastecimento mundial de energia, impulsiona o valor do barril e gera cautela ao redor do mundo

O preço do petróleo registrou forte alta nesta segunda-feira (8) após Israel e Irã voltarem a trocar ataques militares, aumentando as preocupações com os impactos do conflito no abastecimento global de energia.
A nova escalada da tensão no Oriente Médio também mexeu com os mercados financeiros e elevou o receio de que a crise possa se prolongar.
O petróleo Brent, referência internacional, chegou a subir 5,4% durante o dia e ultrapassou os US$ 98 por barril, o equivalente a cerca de R$ 534. No início da tarde, a commodity era negociada a US$ 96,62 (aproximadamente R$ 527), com alta de 3,79%.
Já o WTI, principal referência do mercado norte-americano, a vançava 4,27% e era cotado a US$ 94,41 por barril, cerca de R$ 515.
Além do avanço do petróleo, os mercados também reagiram aos novos desdobramentos do conflito. Os contratos futuros do S&P 500 subiram 0,2%, enquanto os do Nasdaq 100 avançaram 0,5%, indicando uma tentativa de recuperação após as perdas registradas na última semana.
A nova ofensiva começou após Israel afirmar ter atingido alvos militares iranianos em resposta aos ataques com mísseis lançados por Teerã. A ação ocorreu mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que evitasse uma resposta militar.
Por que o mercado está preocupado?
Grande parte da preocupação está relacionada ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
A região liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e concentra uma parcela significativa das exportações globais de energia. Por isso, qualquer ameaça à navegação no local costuma provocar altas nos preços do petróleo e gerar instabilidade nos mercados internacionais.
Nas últimas semana s, a região enfrentou restrições no fluxo de embarcações devido ao aumento das hostilidades. Com os ataques voltando a acontecer, o receio é de que o transporte de combustíveis seja ainda mais afetado.
Além disso, os rebeldes houthis, do Iêmen, anunciaram uma proibição total à navegação de embarcações israelenses no Mar Vermelho. Apesar da ameaça, representantes do setor marítimo avaliam que o impacto adicional pode ser limitado, já que diversas empresas já vinham evitando a rota por questões de segurança.








