A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Fundo do Poço, que busca desarticular uma organização criminosa que desviou e usou dinheiro do fundo partidário eleitoral nas eleições de 2022, destinados ao Solidariedade.

Os agentes foram às ruas cumprir sete mandados de prisão preventiva e 46 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Paraná e no Distrito Federal.
Eurípedes Gomes Júnior, atual presidente nacional do Solidariedade, é um dos alvos da operação e estaria foragido. Já foram presos Cintia Lourenço da Silva, primeira tesoureira do partido, e o conhecido Sandro do PROS, que foi candidato a deputado federal.
Também foi solicitado o bloqueio de R$ 36 milhões e o sequestro judicial de 33 imóveis, deferidos pela Justiça Eleitoral do DF.
A investigação partiu de uma denúncia do então presidente do partido contra um ex-dirigente, suspeito de desviar cerca de R$ 36 milhões do recurso partidário. De acordo com a Polícia Federal, a analise da prestação de contas de supostos candidatos apontou para a existência de uma organização criminosa com o objetivo de desviar recursos do Fundo Partidário e Eleitoral por meio da candidaturas laranjas ao redor do País. Eles também faziam o superfaturamento de serviços de consultoria jurídica e desvio de recursos partidários destinados à Fundação de Ordem Social (FOS), fundação do partido.
Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica eleitoral e apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral.
A lavagem de dinheiro foi identificada por meio da criação de empresas de fachada, compra de imóveis e superfaturamento de serviços prestados aos candidatos laranjas e ao partido.








