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Recorde: Agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

Abertura de 30 novos mercados estrangeiros fortalece a balança comercial brasileira. Setor respondeu por quase metade de todas as vendas externas do Brasil em março

Agro Brasileiro registra recorde de exportações no primeiro semestre do ano / Foto :Reprodução (AGRO EM CAMPO – MAPA)

O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho inédito na série histórica. Entre janeiro e março as exportações do setor somaram 38,1 bilhões de dólares o que representa uma alta de 0,9 por cento em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado gerou um superávit comercial de 33 bilhões de dólares consolidando a força do setor na economia nacional.

Apenas no mês de março o agronegócio exportou 15,41 bilhões de dólares. Esse montante correspondeu a 48,8 por cento de tudo o que o Brasil vendeu para o exterior no mês.

Estratégia de expansão e novos mercados

O crescimento reflete diretamente a estratégia de abertura de novos destinos comerciais. Somente nos três primeiros meses de 2026 o governo brasileiro abriu 30 novos mercados para os produtos agropecuários. No total o país já soma mais de 500 novas frentes comerciais abertas nos últimos três anos.

Embora o volume exportado tenha subido 3,8 por cento o preço médio dos produtos caiu 2,8 por cento. Essa queda ocorreu devido à redução nas cotações internacionais de commodities importantes como milho, algodão, açúcar de cana e farelo de soja.

Soja e proteínas animais lideram as vendas

O complexo soja continua como o principal motor das exportações faturando 12,13 bilhões de dólares no trimestre ou 31,8 por cento do total. O setor de proteínas animais aparece logo em seguida com 8,12 bilhões de dólares e um crescimento expressivo de 21,8 por cento em relação a 2025.

A carne bovina e a carne suína bateram recordes históricos de valor e quantidade no período. As vendas de carne bovina in natura renderam 3,98 bilhões de dólares um salto de 37,3 por cento. Já a carne suína atingiu 846 milhões de dólares em exportações crescendo 16,4 por cento. Outros produtos como feno erva-mate arroz e até bovinos vivos também registraram aumentos significativos reforçando a diversificação da pauta brasileira.

Principais destinos

A China permanece como o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro absorvendo 29,8 por cento das exportações com 11,33 bilhões de dólares. A União Europeia ocupa a segunda posição com 5,67 bilhões de dólares seguida pelos Estados Unidos com 2,24 bilhões de dólares. Outros países como Índia Filipinas e México também apresentaram forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.

O ministro da Agricultura e Pecuária André de Paula atribuiu o sucesso à ciência e à sanidade da produção nacional. Segundo ele o agro brasileiro ocupa posição de destaque por sua capacidade de responder rapidamente às demandas globais. O secretário de Comércio e Relações Internacionais Luís Rua reforçou que o trabalho de abertura de mercados traz previsibilidade e consolida o Brasil como um fornecedor competitivo mundialmente.

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