A deputada Lêda Borges (PSDB-GO) assumiu a vice-presidência da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Pedofilia na Câmara Federal.
O colegiado foi criado com o objetivo de fortalecer e criar políticas públicas de prevenção e combate a esse tipo de crime que, segundo a parlamentar, “acontece de maneira velada” dentro dos círculos mais próximos das vítimas, incluindo o familiar.

"Falar de criança, de adolescente, de mulher, de idoso, de pessoa com deficiência são temas muito caros a mim e agente assiste um país em que essa violência ela é muito velada porque ela está acontecendo dentro dos lares", comentou Lêda Borges que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres.
O Brasil ocupa o segundo lugar, atrás apenas da Tailândia, no ranking negativo de exploração sexual de crianças e adolescentes. Por ano, de acordo com um panorama organizado pelo Instituto Liberta em 2022, desconsiderando a subnotificação estimada em cerca de 60 a 70%, são mais de 500 mil vítimas todo ano no país.
Lêda Borges ressalta, por exemplo, a necessidade de ampliar a rede de atendimento psicossocial às vítimas de exploração, inclusive porque, segundo ela, muitas vezes a criança deseja denunciar os abusos sofridos, mas não consegue nem mesmo sair de casa, já que as agressões acontecem justamente é no ambiente.
Uma das metas da Frente é também criar meios de fortalecer as estruturas de atendimento e investigação aos casos de pedofilia, o que segundo a presidente, delegada Ione (Avante-M), pode contribuir para diminuir os índices de exploração sexual contra crianças e adolescentes. Ela aponta que as forças de segurança devem dispor de mais recursos para chegar à autoria dos episódios, especialmente quando iniciados ou consumados nas redes sociais.








