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Jornalista da TV Cultura vai processar pastor bolsonarista por Fake News a respeito do seu salário

A jornalista Vera Magalhães afirmou nesta terça-feira, 30, que vai processar o pastor Silas Malafaia por ele ter divulgado mentiras sobre sua remuneração.

Jornalista Vera Magalhães durante debate eleitoral dos presidenciáveis 2022 na Band
Foto Reprodução (TV Band)

Em publicação nas redes sociais feita na segunda-feira (29), o que se intitula religioso disse que ela recebe R$ 500 mil por ano do governo de São Paulo e insinuou que, por esse motivo, ela seria crítica ao presidente Jair Bolsonaro (PL). "Entendeu? Doria começou a bancar a jornalista que ataca o presidente em todo o tempo", ele escreveu.

A Fake News que alega que Vera Magalhães teria um contrato com o governo de São Paulo é antigo. A jornalista é apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura, emissora gerida pela Fundação Padre Anchieta. A instituição é custeada por dotações orçamentárias estabelecidas pela Lei Orçamentária Anual (LOA), que é aprovada pelos deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo, e por recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada. Além disso, o salário da jornalista é de R$ 22 mil mensais, ou pouco mais de R$ 260 mil por ano.

É incorreto afirmar que a remuneração vem do governador de São Paulo, já que a LOA é aprovada pelos deputados estaduais. Além disso, a verba vai para a Fundação, que tem independência para decidir quem contratar.

"O senhor vai levar um processo e ter de provar que eu ganho 500 mil por ano, pastor. Se prepare para receber a notificação do meu advogado. Mentir usando a religião como escudo é ainda mais vil e torpe", publicou a jornalista sobre o caso. "Já acionei meu advogado. Mentir usando o nome de Deus é pecado e é crime".

No último domingo (28), Vera foi destratada pelo presidente Jair Bolsonaro durante o debate presidencial da Band. Após perguntar ao chefe do Executivo sobre a cobertura vacinal no País, ela foi chamada pelo presidente de “vergonha para o jornalismo“. Bolsonaro chegou a dizer que ela “deve dormir pensando nele“.

Procurado pelo Estadão, Malafaia afirmou que só errou o valor da remuneração, mas insistiu que a jornalista foi contratada pelo governo de João Doria (PSDB) e acusou a apresentadora do Roda Viva de preconceito religioso.

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