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Flávio também pediu ao TSE mais 2 horas de votação em cidades de cinco estados

Campanha citou chuvas em SP, PR, SC, MG e RS e quer adiar divulgação dos resultados até o fim da votação nos locais afetados

Flávio Bolsonaro vota no 2º turno das eleições 2026 para presidente do Brasil / Foto: Reprodução (Wagner Meier – Getty Imagens – Metrópoles)

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu na tarde deste domingo (25) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prorrogue a votação do segundo turno até as 19h em municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Os pedidos foram apresentados em duas ações, que têm o presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques, como relator.

A primeira abrangia 17 municípios paulistas, paranaenses e catarinenses. A segunda incluiu cidades mineiras e gaúchas, sob o argumento de que chuvas, alagamentos e falta de energia dificultaram o acesso de eleitores às urnas.

O candidato também pediu que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só começasse depois do encerramento da votação nos locais beneficiados.

Para os advogados de Flávio, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os números ficariam sem divulgação até o fim do prazo adicional.

A defesa argumentou que permitir o voto de quem já estivava na fila às 17h não resolveria a situação de eleitores que enfrentaram obstáculos para chegar às seções. Pelas regras da Justiça Eleitoral, quem estivesse aguardando nesse horário receberia uma senha e teria o direito de votar assegurado.

"Com alertas abertos durante o horário de votação e locais de votação com acesso alterado, o eleitor não pode ser posto diante da escolha entre a própria segurança e o exercício do voto", afirmou a campanha de Flávio Bolsonaro.

Em Minas Gerais, a campanha pediu a extensão do horário em Belo Horizonte, Poços de Caldas e nos municípios da região metropolitana da capital onde houver locais de votação sem energia. No Rio Grande do Sul, o pedido abrange São Borja, Itaqui e Uruguaiana.

Para justificar a solicitação em Minas, os advogados citaram uma reportagem com dados preliminares da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), segundo a qual 163 locais de votação ficaram sem energia no estado. Também relatam uma enxurrada em frente à Faculdade Newton Paiva, em Belo Horizonte, que teria deixado eleitores retidos no local.

No caso gaúcho, a campanha anexou um aviso da Defesa Civil sobre o risco de inundação no rio Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana. O documento previu que o rio ultrapasse o nível de inundação nesse trecho entre domingo e segunda-feira.

Em São Paulo, o pedido abrangeu a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.

No Paraná, incluiu Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, foram citados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.

Para justificar a medida, a campanha reuniu relatos de mudanças de locais de votação, vias alagadas e interrupções no fornecimento de energia. Segundo o documento, 3.745 eleitores tiveram as seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outros 446 precisaram votar em uma escola diferente porque o entorno do endereço original ficou inacessível.

No caso catarinense, os advogados reconhecem que a avaliação geral da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) era de normalidade durante a manhã. Argumentam, porém, que o pedido se baseia em ocorrências localizadas, como falta de energia e eleitores ilhados, e na possibilidade de novos problemas ao longo da tarde.

Caso o TSE não autorizasse a extensão nas 17 cidades, a campanha pediu que o horário fosse ampliado ao menos em locais específicos de Itapevi, Americana, Curitiba e Guaratuba que tiveram alterações de acesso ou de endereço.

Outra alternativa proposta pelos advogados de Flávio foi permitir que juízes eleitorais dos três estados concedessem até duas horas adicionais nas seções em que constatassem, até as 17h, impedimentos causados por alagamentos, deslizamentos, vias interditadas ou falta de energia.

A campanha também quis que a medida alcançasse outros locais que a Justiça Eleitoral identificasse como afetados.

Problemas com transporte

A falta de ônibus também motivou reclamações de eleitores neste domingo. Houve relatos de dificuldade para chegar às urnas em São Paulo, Salvador, Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB), com queixas sobre demora e redução da frota.

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno, também pediu ao TSE a ampliação da votação em duas horas, sob o argumento de que a oferta de transporte estava abaixo da determinada pela Justiça.

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou que toda a frota voltasse a circular. Também determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza.

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