A não reeleição de Lêda Borges como deputada federal é considerada uma derrota para Valparaíso de Goiás e para o Entorno do DF como um todo

O resultado das eleições gerais de 2026 é avaliado como “amargo” para Valparaíso de Goiás e Região Metropolitana d Entorno, devido a não reeleição da deputada federal Lêda Borges (Republicanos), apontam operadores políticos locais.
"Diferente de outras cidades, onde os políticos uniram os moradores em torno de candidaturas viáveis, em Valparaíso os eleitores foram induzidos por lideranças interessadas apenas em derrotar a deputada Lêda, a se dividir, prejudicando os interesses dos próprios moradores", disse o suplente de vereador valparaisense, Ricardo do Valle.
Além da articulação por investimentos federais na Região do Entorno, em três anos e meio de mandato, ainda com recursos a destinar do exercício orçamentário de 2027, Lêda Borges enviou, por exemplo, mais de R$ 31 milhões para Valparaíso, R$ 28 milhões para Cidade Ocidental, R$ 22 milhões para Novo Gama, entre outras cidades, para financiar principalmente o custeio e equipamentos na saúde pública, infraestrutura de segurança pública, desenvolvimento social, educação e outros.
Com serviços prestados comprovados, o que teria posto uma dificuldade extra na reeleição da parlamentar teria sido a divisão dos eleitores, provocada por uma estratégia do ex-prefeito Pábio Mossoró (MDB), que rivaliza com Lêda Borges e, por uma ironia do destino, ou não, acabou derrotado nas urnas, com uma votação abaixo do esperado por seu grupo. O emedebista teve apenas 28.212 votos, dos mais de 40 mil previstos por seus aliados.
Na articulação para facilitar sua candidatura à Assembleia Legislativa de Goiás, Pábio teria manobrado para tirar sua ex-vice-prefeita do caminho. Deputada estadual de mandato, Dra. Zeli Fritsche era forte candidata a reeleição e uma concorrente indesejada pelo emedebista.
O resultado da atuação de Mossoró foi que Zeli acabou filiada ao PSD, candidata a deputada federal com poucas ou nenhuma chance de eleição, mas disputando os votos da cidade com Lêda Borges.
A inviabilidade da dentista, sabida desde o princípio, estava na disputa intrapartidária, contra os favoritos Lucas do Vale, eleito com 126.679 votos; Daniel Agrobom, eleito com 116.842 votos; além da Prof. Fátima Gavioli, que ficou como 1ª suplente com 54.954 votos, e o 2º suplente, Dr. Ismael Alexandrino, que recebeu 49.808 votos.
Em quinto lugar no partido que desde o princípio já falava em eleger dois federais, Zeli recebeu apenas 21.075 votos, dos quais 12.841 de Valparaíso de Goiás.
"A não reeleição de Lêda Borges é um resultado amargo da politicagem municipal, feita pela busca do poder pelo poder, sem se preocupar com os interesses e as necessidades das pessoas", comentou também o servidor estadual de ex-chefe de gabinete da prefeitura, José Drumont.
Valparaíso voltou 12 anos em sua história, quando não tinha representantes na política estadual, nem federal.








