Após discussão entre Gilmar Mendes e André Mendonça, magistrado alegou que Corte não tem condições de deliberar a sessão com discussões entre os ministros

O ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu vista nesta terça-feira (15), durante o julgamento da Corte que avalia a abertura, ou não, de um inquérito parar apurar supostas mensagens entre o ex-banqueiro, dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (Alexandre de Moraes ministro Alexandre de Moraes.
A manifestação de Dino ocorreu após o decano Gilmar Mendes interromper o ministro André Mendonça. "É impressionante a desfaçatez desse sujeito", disse o decano se referindo ao que Mendonça dizia a favor do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, que inicialmente foi exposto pelo magistrado. "Poderia ter feito diferente" dizia o ministro quando foi interrompido.
Dino assumiu a palavra e pediu vista após o debate acalorado. "Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda", afirmou.
O magistrado também questionou a atuação do presidente da Corte durante a condução do julgamento. "Presidente, com todo respeito, não importa se haverá no meu Instagram ou Facebook milhares de mensagens dizendo da impunidade de corrupção. Eu tenho responsabilidade com esse país e, a 15 dias de uma eleição, o Tribunal se expor a isto, sem ponto final. [...] Eu consigno meu pedido de vista", pediu.
Um pedido de vista permite que um ministro da Suprema Corte tenha mais tempo para avaliar o processo antes de declarar seu voto. Desta forma, mesmo que outros magistrados tenham apresentados seus votos, a conclusão pode ser adiada até que o integrante da Corte oficialize seu voto.








