Magistrado alega que não há elementos incontestáveis crime no documento de Mendonça e vê nele 'motivação' política

O ministro Gilmar Mendes protagonizou uma discussão com André Mendonça na sessão desta terça (15). O decano da corte afirmou que há um viés eleitoral por trás das decisões do colega.
“Há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como os autos foram conduzidos nesse inquérito. Escolha de data, 7 de setembro, envolvendo essa Corte em campanha eleitoral. Isso não se faz. O interesse é evidente. Acachapante. Extravagante. Evidente que se trata de um ‘pixuleco’, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando”, disse.
Mendonça rebateu, pediu respeito e chamou Gilmar de “leviano”. Gilmar aumentou o tom e disse: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.
Em seguida, Gilmar acusou Mendonça de proteger o também ministro Kassio Nunes Marques na investigação sobre o caso do Banco Master.
“O relacionamento de Daniel Vorcaro alcançava número expressivo de autoridades e também de parentes de autoridades”, disse Gilmar, sem citar nomes. “O relatório de inteligência da PF apresentado no inquérito que o caso mais chama atenção é o do ministro Nunes Marques, em relação ao qual o relator apresenta postura abertamente defensiva”, declarou.
Nunes Marques deixou a sessão desta terça (15) após se declarar suspeito. O ministro alegou que, como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ideal seria não participar de julgamento que pode ter efeito nos rumos da eleição. No entanto, tomou a decisão após novos diálogos citarem pagamentos de Vorcaro a seu filho.








