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Ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira, é alvo de Operação da PF que apura crimes do Banco Master

Operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro

Ex-ministro de Bolsonaro e senador da república, Ciro Nogueira (PP) / Foto: Reprodução (Agência Senado)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A nova etapa mira, pela primeira vez, o núcleo político da investigação. Um dos alvos é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, que foi proibido de manter contato com as pessoas investigadas na Operação Compliance Zero. A operação contra o ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Ao todo, policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos Estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e do Distrito Federal. A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.

Delação de Vorcaro está sob análise

A operação ocorre na mesma semana em que a defesa de Daniel Vorcaro entregou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República uma proposta de acordo de delação premiada.

O material ainda está sob análise dos investigadores. Nesta etapa, a proposta não tem valor probatório. Segundo o material apurado, a nova fase da operação não tem relação direta com os fatos apresentados na proposta de delação.

Investigação começou após pedido do MPF

As investigações que levaram à Operação Compliance Zero tiveram início em 2024, a partir de uma requisição do Ministério Público Federal (MPF).

A PF apura a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido comercializados e vendidos a outro banco. Após fiscalização do Banco Central, os ativos originais teriam sido substituídos por outros sem avaliação técnica adequada.

A operação combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, gestão temerária, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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