Multidões de estudantes, professores, aposentados e trabalhadores pede cumprimento de lei que garante repasses orçamentários para a educação universitária; também houve protestos contra a flexibilização na venda de terras a estrangeiros

Uma mobilização iniciada por estudantes e professores na Argentina reuniu milhares de pessoas nesta quinta-feira (5) para protestar contra cortes orçamentários na educação promovidos feitos pelo presidente do ultradireitista país, Javier Milei.
Na frente ao Congresso, em Buenos Aires, a manifestação principal terminou em confronto direto, com uso de gás lacrimogêneo e jatos d’água pela polícia e arremesso de pedras por parte do público. Segundo o Clarín, os ânimos se acirraram após a chegada de um grupo de pessoas encapuzadas, que teriam iniciado as hostilidades.
A mobilização exige o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, aprovada em 2025 depois que o Congresso derrubou o veto do presidente sobre a matéria. A legislação garante a recomposição de bolsas e a atualização salarial dos docentes, prejudicados por um recuo real de 40,5% no orçamento universitário durante o 1º semestre de 2026, segundo dados da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Mesmo com as decisões da Suprema Corte determinando a liberação dos repasses, o Executivo mantém os pagamentos suspensos sob a justificativa de estar recorrendo na Justiça e alegando ausência de indicação sobre a fonte dos recursos.
Em declarações recentes, o presidente argentino, Javier Milei, afirmou que manteria os cortes na educação e na correção de aposentadorias como parte da sua política fiscal de busca do superávit nas contas públicas.
A onda de protestos, que já está em sua 5ª edição, desde o início do mandato de Javier Milei, também reuniu sindicatos e aposentados, que protestaram simultaneamente contra a defasagem salarial e o decreto do governo que flexibiliza a venda de terras a estrangeiros.







