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Daniel avisa que ‘neste momento’ não vai interferir na disputa pela presidência da Alego: “Mais na frente eu posso ajudar”

Durante almoço com deputados, governador afirmou que não vai interferir agora na eleição da Assembleia, mas admite entrar em campo para manter a base unida

Deputada eleita, Joscilene do Mangão (esq.), governador Daniel Vilela (centro) e o prefeito de Novo Gama (Carlinhos do Mangão) durante almoço com os parlamentares estaduais, eleitos e reeleitos / Foto: Reprodução

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), deixou claro, durante almoço com deputados da base aliada nesta terça-feira (20), no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, que não pretende se intrometer na briga pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Apesar de evitar interferências nas articulações do legislativo estadual, o emedebista avisou que prefere um aliado no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027 e que só entraria na discussão para manter a unidade e evitar fissuras na base governista.

“Naturalmente, eles (os candidatos) vão, cada um, passar por um filtro. Mais na frente eu posso ajudar a fazer o entendimento de unificação. Mas nesse momento, são eles que têm que fazer o trabalho”, afirmou.

A disputa pela Mesa Diretora já movimenta os bastidores da política goiana, com pelo menos oito deputados interessados na presidência. Mesmo diante da amplitude da movimentação antecipada, Daniel afirmou que há tempo para os parlamentares construírem suas candidaturas e articularem apoios.

“Eleição é dia primeiro de fevereiro. Nós temos três meses e 10 dias. Preferência é que seja alguém da base, seja aliado, que esteja conosco, no nosso time político. Todos têm o direito de construir”, declarou o governador.

Issy Quinan sai na frente e Entorno tem Wilde Cambão correndo por fora

Entre os parlamentares que buscam a presidência da Alego, três nomes ganharam força nas articulações: Issy Quinan (MDB), Virmondes Cruvinel (UB) e Talles Barreto (UB).

Apesar disso, a disputa continua aberta. Também estão no páreo Wilde Cambão (UB), representando a Região do Entorno do Distrito Federal, Paulo do Vale (PSD), Wagner Neto (Solidariedade), Cairo Salim (MDB) e experiente Lissauer Vieira (PL).

Com tantos interessados, a eleição promete intensificar as negociações entre os deputados nos próximos meses. A definição do novo presidente será importante para a relação entre o executivo e o Legislativo durante o próximo mandato.

A escolha da nova Mesa Diretora está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Deputados derrotados podem compor o governo

O almoço também abriu espaço para outra discussão nos bastidores: o futuro político de deputados da base governista que não conseguiram a reeleição.

Questionado sobre a possibilidade de aproveitar nomes como Lincoln Tejota e Lucas Vergílio na administração estadual, inclusive em secretarias, Daniel Vilela confirmou que ambos poderão ser convidados para integrar sua equipe.

“Claro. Foram importantes parceiros ao longo desses anos. Todos têm muita experiência política, conhecem a máquina do Estado. Então, podem, sim, nos ajudar”, respondeu.

A declaração aponta para uma possível acomodação de aliados na estrutura administrativa do Estado, embora o governador não tenha anunciado cargos nem confirmado nomeações.

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