Claramente irritado, o presidente Jair Bolsonaro(PL) desafiou nesta terça-feira (7), o Supremo Tribunal Federal (STF) e sugeriu que não cumprirá mais decisões da Corte.
O presidente fez as afirmações após a Segunda Turma da Corte derrubar, por 3 votos a 2, a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que suspendia a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR) por disseminar fake news contra as urnas eletrônicas e o processo eleitoral. Francischini é aliado de Bolsonaro.

Foto: Reprodução (Igo Estrela/Metrópoles)
"Não existe tipificação penal para fake news. Se tiver, que se feche a imprensa", afirmou o presidente, em mais um ataque aos veículos de comunicação.
Bolsonaro se disse “indignado” com a decisão da Segunda Turma do Supremo:
"Enquanto a gente está em evento voltado para a fraternidade, aqui do outro lado da Praça dos Três Poderes uma turma do STF, por 3 a 2, mantém a cassação de um deputado acusado em 2018 de espalhar 'fake news'. Esse deputado não espalhou 'fake news' porque o que ele falou na 'live' eu também falei para todo mundo: que estava tendo fraudes nas eleições de 2018. Quando se apertava o número 1, já aparecia o 13 (do PT) na tela e concluía a votação", insistiu.
Bolsonaro ainda subiu mais o tom dos ataques aos ministros do STF Alexandre de Moraes, que vai comandar o Tribunal Superior Eleitoral a partir de meados de agosto; Edson Fachin, atual presidente do TSE, e Luís Roberto Barroso, que presidiu a corte recentemente: "Pode alguém ser punido por fake news? E se não for fake news, for uma verdade? Pior ainda (...). Eu não vou viver com um rato. Tem que haver uma reação", gritou ele.
O presidente também voltou a insinuar uma disposição de desobedecer ordens d o Supremo : "Eu sou do tempo em que ordem judicial se cumpria. Eu fui desse tempo, não sou mais. Certas medidas saltam aos olhos dos leigos. É inacreditável o que fazem. Querem prejudicar a mim e prejudicam o Brasil", protestou Bolsonaro.








