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Alcolumbre teria recebido R$ 155 milhões de Vorcaro, diz revista

Reportagem da Veja expõe repasses milionários envolvendo o presidente do Senado e o banqueiro preso por liderar a maior fraude bancária da história recente do Brasil

Presidente do senado, Davi Alcolumbre (UB) (esq.) e o banqueiro preso por fraude no sistema financeiro nacional, Daniel Vorcaro (dir.) / Fotos: Reprodução

A revista Veja publicou, na noite desta quinta-feira (11), uma reportagem em que afirma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), teria recebido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso, um pagamento de US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões.

De acordo com a publicação, a informação sobre o repasse milionário de Vorcaro para Alcolumbre estaria na segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro e rejeitada pela Polícia Federal (PF), que notificou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11).

Os R$ 155 milhões pagos a Alcolumbre por Vorcaro teriam sido depositados em uma conta secreta no exterior e repassados ao presidente do Senado pelo apoio dado a uma demanda de interesse do dono do Banco Master, em transação que foi operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

PF rejeita segunda delação de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso por liderar a maior fraude bancária da história recente do Brasil.

Dessa maneira, a PF comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu rejeitar a nova proposta de delação de Vorcaro, pois o banqueiro não apresentou novidades em relação ao que já foi descoberto.

Vorcaro estaria apostando na eleição de Flávio Bolsonaro como uma saída da cadeia, após a rejeição da nova tentativa de delação

Com o fim do prazo, nesta sexta-feira (12), para apresentar fatos relevantes sobre as investigações do Caso Master à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que sinalizam recusar a segunda oferta de delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro agora estaria apostando todas as suas fichas na eleição de Flávio Bolsonaro e no seu grupo político para tirá-lo da prisão.

Até o momento, as “provas” anexadas pela defesa do banqueiro não trouxeram nenhuma novidade para os investigadores, que ainda se irritaram com a tentativa de blindagem de figuras como Ciro Nogueira (PP-PI), na primeira versão da tentativa de acordo, e mais recentemente do próprio Flávio Bolsonaro, a quem o banqueiro diz ter tido uma atitude “republicana” sobre os mais de 10 milhões de dólares enviados ao fundo Havengate, supostamente para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Diante desse cenário, os investigadores deram parecer contrário à proposta de acordo, a ser enviado para decisão de André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal.

Com a segunda recusa, Vorcaro deve perder o benefício da prisão na sala do Estado-Maior, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e ser mandato para o Complexo Penitenciário da Papuda.

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