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Empresa para qual Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1 milhão em notas não existe no endereço informado à Receita Federal

Duas notas emitidas pelo escritório do senador à empresa Copenhagen, que totalizam R$ 1 milhão, foram canceladas

Centro comercial em São Caetano do Sul, São Paulo, em que teoricamente funcionaria a empresa para a qual Flávio Bolsonaro (PL) emitiu R$ 1 milhão em notas fiscais / Foto: (Juliano Galisi – Estadão)

O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu R$ 1 milhão em notas fiscais, depois canceladas, para a empresa de consultoria Copenhagen, que não funciona no endereço informado à Receita Federal, segundo apuração do Estadão.

O endereço cadastrado na Receita Federal é um centro comercial em São Caetano do Sul, na Grande Paulo. A empresa está cadastrada como sendo sediada na sala 47 do edifício, mas, o que funciona no local é outra firma, a Contábil Côrrea, que pertence ao mesmo dono da Copanhagen, o empresário Rogério Lourenço Novo.

À reportagem do Estadão, um funcionário informou que o sócio-administrador da Copenhagen não estava no local porque está de férias. A empresa é investigada pela Polícia Federal por suspeita de ocultação de patrimônio envolvendo o caso Master. 

Procuradas, a empresa e a pré-campanha de Flávio Bolsonaro não retornaram questionamentos do Estadão sobre o caso. As notas emitidas à Copenhagen pelo escritório de Flávio, no total de R$ 1 milhão, foram canceladas. Porem o escritório também emitiu notas para a Contábil Côrrea e manteve ao menos uma.

Documentos obtidos pelo portal Metrópoles, e confirmados pela reportagem do Estadão, mostram uma fatura de R$ 500 mil em favor do senador por serviços de "assessoria jurídica".

Flávio chegou a se manifestar sobre o assunto, alegando que prestou “serviços advocatícios” à Contábil Côrrea de forma legal, lícita e privada, no entanto, ele não comentou a natureza dos serviços realizados, nem esclareceu o motivo do cancelamento das notas.

A apuração identificou que a Contábil Côrrea informou à Receita Federal que funciona no conjunto 47 do centro comercial, na “sala A”, enquanto a Copenhagen estaria na “sala B”, mas, no local, hão havia divisórias identificadas dessa forma.

O nome da Contábil Côrrea está visível no painel da recepção em que estão relacionadas as empresas que funcionam no prédio, mas o da Copenhagen não. Além disso, a porta da sala 47 exibe apenas o nome e a logo da Contábil Côrrea.

A Copenhagen é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de ocultação de patrimônio no caso Master. De acordo com informações do portal Metrópoles, a empresa recebeu R$ 58 milhões da instituição financeira de Daniel Vorcaro, com quem Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões, sendo que, do total, R$ 11,2 milhões foram transferidos poucos dias após a sua abertura, em novembro de 2024.

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