Possível vítima da caso teria engravidado do deputado federal Alfredo Gaspar, escolhido por Flávio Bolsonaro como seu vice na disputa pela Presidência da República

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi anunciado como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (5), é acusado de estupro de uma adolescente que teria ocorrido anos atrás. A relação não consensual teria resultado no nascimento de um filho do parlamentar com a menor de idade.
A acusação foi apresentada pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), que teriam recebido a denúncia. Com a apresentação dos fatos, a Polícia Federal (PF) pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o caso, já que Gaspar é deputado federal e possui a prerrogativa de foro especial.
O pedido da PF está parado no STF desde abril, quando o relator do caso na corte, o ministro Gilmar Mendes, solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a solicitação de investigação.
A acusação contra Gaspar surgiu em meio à apresentação do relatório final da CPMI do INSS, comissão que investigou fraudes bilionárias em benefícios previdenciários, em março deste ano. Na época, Gaspar se manifestou.
Alfredo Gaspar realizou a coleta de material biológico para exame de DNA no dia 23 de abril em Maceió (AL). O procedimento ocorreu por determinação judicial do Laboratório de Genética Forense.
“O maior interessado na instauração do inquérito policial sou eu. As investigações policiais irão provar os crimes dos quais fui vítima e robustecerão minhas denúncias contra os parlamentares criminosos”, afirmou o parlamentar em nota em abril deste ano.
Por meio de sua assessoria, Lindbergh Farias afirmou que só se manifestará sobre o caso quando houver “novidades concretas”. Alfredo Gaspar nega a acusação e não só já se colocou à disposição, como solicitou agilidade em nova coleta de material genético, caso necessário.







