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Apartamento de Eduardo Bolsonaro vai a leilão por falta de pagamento

O ex-deputado, que mora nos EUA, não pagou o financiamento contratado junto à Caixa em 2017; imóvel fica em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro

Ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL) / Foto: Reprodução (Marco Oliveira – Agência Senado)

O apartamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, localizado em área nobre do Rio de Janeiro, vai a leilão no próximo dia 20 de agosto, por falta de pagamento. O imóvel de 101 m², que fica no terceiro andar de um prédio na Avenida Pasteur, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, foi retomado pela Caixa Econômica Federal porque o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não pagou o financiamento contratado junto à Caixa em 2017.

A instituição tentou notificá-lo do atraso das parcelas, mas não conseguiu entregar a comunicação. O ex-deputado se mudou para os Estados Unidos no início do ano passado com o objetivo declarado de articular apoio político e anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Ele foi intimado por edital eletrônico e, como não regularizou a dívida no prazo, a propriedade foi transferida para o banco, que agora anunciou o leilão.

O imóvel vai a leilão pelo valor mínimo estipulado de R$ 644,3 mil, um desconto de 36,2% no valor da avaliação atual da Caixa, R$ 1,011 milhão, praticamente o mesmo valor da compra feita em 2017, R$ 1 milhão.

A maior parte da compra foi financiada pela Caixa. Segundo o registro, Eduardo contratou um financiamento de R$ 788 mil, com prazo de 420 meses, equivalente a 35 anos. A prestação inicial prevista no contrato era de R$ 9.743,29.

O leilão é na modalidade de licitação aberta, em que o imóvel é vendido para quem apresentar a maior proposta acima do preço inicial.

Bloqueio de bens, demissão, condenação e green card

Em julho de 2025, o  ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do então deputado. A decisão ocorreu no âmbito da investigação sobre a suposta atuação de Eduardo em favor da aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil, processo no qual ele foi condenado em junho deste ano.

A Primeira Turma do STF o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além de decretar sua inelegibilidade, sob acusação de coação no curso de processos judiciais.

Antes da condenação, ele teve seu mandato na Câmara Federal cassado. Inicialmente, obteve uma licença temporária para se ausentar, mas, com o fim do prazo e a continuidade da sua estada no exterior, acumulou faltas que resultaram na cassação do seu mandato parlamentar.

No mês passado, a Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD)e decidiu pedir a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo efetivo de escrivão da corporação por abandono de cargo. Ele estava licenciado do cargo policial desde 2015 para exercer o mandato de deputado federal. A efetivação da demissão depende agora da formalização e assinatura do ministro da Justiça.

Também no mês passado, Eduardo Bolsonaro obteve o green card, que é o visto de residência permanente pelo governo dos Estados Unidos e afirmou que agora se sente seguro e protegido de decisões da Justiça brasileira.

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