Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Universidades argentinas iniciam greve de uma semana contra o corte de verbas do governo Milei

Governo descumpriu Lei de Financiamento Universitário, gerando escassez de recursos, falhas de infraestrutura e redução de salários para abaixo do considerado como linha da pobreza

Universidades Argentinas iniciam greve de uma semana em protesto contra corte no orçamento da educação superior promovida pelo governo Milei / Foto: Reprodução (Opera Mundi)

Esta semana começou mais uma greve de professores das universidades nacionais na Argentina. O protesto, convocado pela Confederação Nacional de Professores Universitários da Argentina (Conadu), seguirá até sexta-feira (29).

Milhares de estudantes e professores de universidades públicas nacionais reuniram-se nesta terça-feira (26/05) na Plaza Lavalle, em frente ao Palácio da Justiça, para exigir que o Supremo Tribunal de Justiça emita uma decisão em favor do cumprimento da Lei de Financiamento Universitário.

Na Argentina, o Supremo Tribunal Federal é a última instância na longa jornada da Lei nº 27.757 sobre o Financiamento das Universidades. Ela foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2024, após a forte queda no orçamento das universidades nacionais em decorrência da prorrogação do orçamento de 2023. O presidente Javier Milei vetou a lei por meio do Decreto nº 879/2024, e o Congresso a ratificou em setembro de 2025, em meio a uma mobilização massiva.

Como o governo se recusa a cumprir a lei, mesmo nessas circunstâncias, o caso foi levado à Suprema Corte do país. Nesse sentido, a comunidade universitária, após quatro marchas em todo o país, transferiu seu protesto para o Palácio da Justiça.

Os principais sindicatos de professores do país convocaram conjuntamente este protesto, que também contou com o apoio dos reitores das universidades nacionais através do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN).

“Após a mobilização massiva em defesa das universidades públicas, o governo federal continua ignorando a Lei de Financiamento Universitário e se recusa a convocar negociações coletivas”, denunciou o Sindicato dos Professores da Universidade de Buenos Aires (FEDUBA). Acrescentaram que intensificarão seu plano de ação com uma “greve nacional do corpo docente universitário”.

A situação levou cerca de 10% dos professores a abandonarem seus cargos, enquanto 7 em cada 10 professores permanecem com contratos de meio período, com um salário líquido de 250.000 pesos (cerca de US$ 178). A greve visa garantir a alocação legal de verbas para a educação.

Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img

.ultimas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img
Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img

.Siga-nos

16,985FãsCurtir
15,748SeguidoresSeguir
2,458SeguidoresSeguir
61,453InscritosInscrever
Publicidadespot_imgspot_imgspot_imgspot_img

.destaques