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Público reduzido marca primeiro ato da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio

Aliados dizem que evento em Copacabana teve formato de comício e não tinha a pretensão de ter a mesma adesão de manifestações anteriores

Ato de inaugural da campanha de Flávio Bolsonaro em Copacabana, no Rio de Janeiro / Foto: Reprodução (Youtube Flávio Bolsonaro)

O primeiro ato da campanha a Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL) República teve público abaixo do esperado por aliados do senador na manhã deste domingo (16), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A informação foi publicada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, que ouviu integrantes do entorno do candidato sobre a baixa presença popular.

A estratégia adotada pelos aliados foi enquadrar o encontro como um comício eleitoral, e não como uma manifestação de rua. A diferença de classificação serviria para justificar a quantidade de pessoas presentes e afastar comparações com atos bolsonaristas em outras ocasiões, que reuniram multidões no mesmo local.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), justificou que a mobilização deste domingo não tinha como objetivo reunir uma grande concentração popular.

“Não é manifestação. É comício. E a gente não dá ônibus”, disse. A declaração também fez uma referência indireta às estratégias de mobilização utilizadas pelo PT. O partido organizou caravanas com a militância para o ato realizado pelo presidente Lula no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Nomes nacionais também não comparecem

Além do público considerado reduzido, outro aspecto chamou atenção no lançamento da campanha de Flávio no Rio: a ausência de algumas das principais figuras do campo bolsonarista.

Michelle Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Nikolas Ferreira não participaram do evento em Copacabana. Auxiliares do senador procuraram relativizar a ausência e apresentaram argumentos diferentes para explicar por que lideranças de outros estados não estiveram presentes.

No caso de Tarcísio, segundo relatos obtidos pela coluna, aliados de Flávio consideram que seria inadequado o governador paulista iniciar uma eventual campanha presidencial no Rio de Janeiro, enquanto sua atuação política em 2026 estará concentrada em São Paulo, onde buscará a reeleição.

A avaliação apresentada pelo grupo é que a presença de Tarcísio em um ato eleitoral de Flávio fora de seu estado poderia gerar uma leitura política desfavorável em São Paulo.

Sóstenes Cavalcante também rejeitou a ideia de que a ausência de lideranças de diferentes estados represente falta de apoio político à candidatura de Flávio. Para o deputado, uma campanha nacional não precisa necessariamente concentrar seus principais nomes em um único evento.

“Só centraliza evento quem não tem gente. Estratégia para ganhar a eleição é se espalhar por todo Brasil”, disse.

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