O presidente do Paraguai renunciou ao cargo antes que o Congresso concluísse a avaliação de um processos de impeachment iniciado após a deflagração da crise bancária nacional causada pelo colapso do Ueno.

Santiago Peña foi sócio do grupo controlador da financeira que se transformou em banco digital na sua gestão e alcançou cerca de 2,9 milhões de clientes no país de 6,5 milhões de habitantes, além de administrar US$ 850 milhões em recursos públicos.
O Banco Central paraguaio interveio no Ueno, que já apresentava problemas, ao constatar que instituição não tinha fundos para honrar compromissos. Entre seus ativos, a entidade mantinha carteiras de crédito apontadas como falsas, em nome de seus sócios, o que forjava uma saúde financeira que não existia.
Impeachment
A Câmara dos Deputados do Paraguai autorizou nesta quinta-feira (04), por unanimidade, a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, minutos depois de ele anunciar sua renúncia na esteira do um escândalo.
O processo agora segue para o Senado, a quem caberá decidir se aceita a renúncia de Peña ou aprova definitivamente a destituição forçada dele do cargo.
A votação na Câmara ocorreu enquanto milhares de pessoas protestavam pelo terceiro dia consecutivo, tentando recuperar suas economias, salários e pensões perdidos com o colapso do Ueno Bank, alvo de intervenção do Banco Central (BCP) na última terça-feira.








