Encontro reuniu lideranças estaduais da legenda para afinar o discurso e definir os rumos da sigla diante da fuga de Flávio

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência com dirigentes e lideranças da sigla após a confirmação da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. O encontro pretendia afinar o discurso e definir os rumos da sigla diante da atitude de Flávio.
No início da noite desta terça-feira (27), o senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga. Marinho, que coordenou a campanha, afirmou estar “surpreso” com a notícia.
O senador afirmou que pessoalmente não tem informações sobre o paradeiro do candidato derrotado e que só soube de movimentações por notícias da imprensa. Ele afirma que se encontrou com Flávio na tarde da última segunda-feira (26) para “agradecer” a votação recebida no segundo turno da disputa presidencial.
"Nós não tivemos notícia ainda por parte do Flávio e advogados do que de fato aconteceu. Tentamos contactar o Flávio após as informações. Recebi uma mensagem de texto dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição", disse Marinho.
Fuga de Flávio
Flávio Bolsonaro, senador e candidato derrotado à Presidência, chegou aos Estados Unidos com sua mulher e filhas nesta terça-feira (27). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.
Flávio repetiu a decisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que viajou aos EUA dois meses depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022.
O senador deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ele entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF (Polícia Federal).
Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o parlamentar demonstrou irritação com a determinação e Moraes. Alvo de inquéritos no STF, o senador temia ser preso.
Apesar de ter afirmado que corria risco de prisão, aliados de Flávio o aconselharam a não deixar o país, durante uma reunião na segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Foi a última vez que Flávio falou com a maioria deles.
O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.








