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Pai mata amigo a facadas após descobrir abuso sexual contra sua filha de 13 anos

Acusado foi preso em flagrante, mas vai responder ao processo em liberdade. Defesa sustenta que ele agiu em legítima defesa diante do estado emocional provocado pela denúncia envolvendo a adolescente

Homem de 40 anos mata amigo de 36 após descobrir abuso sexual contra a filha de 13 anos / Foto: Reprodução

Um homem de 36 anos foi morto a facadas na noite de sábado (27) dentro de um condomínio em Varginha. O principal suspeito do crime, de 40 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar pouco tempo depois e afirmou que atacou a vítima após ser informado de que sua filha, de 13 anos, teria sido vítima de importunação sexual. A defesa do investigado alega legítima defesa e informou que ele responderá ao processo em liberdade.

A vítima foi identificada como Rafael Aureliano Balbino. Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao condomínio, ele já estava sem sinais vitais. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e apenas confirmaram a morte no local.

De acordo com relatos, durante uma reunião entre amigos na casa do autor, a vítima teria se deitado em um colchão, perto do sofá onde a adolescente estaca sentada, e começado a tocá-la. Assustada, a menina então pediu ajuda para a mãe, que não mora no local, inclusive enviando um vídeo do ato praticado por Rafael.

A mãe da adolescente, então, se dirigiu ao local e contou o fato para o pai da menina, que imediatamente se armou, esfaqueou o homem e se evadiu.

Durante a perícia, a Polícia Civil constatou que Rafael apresentava duas perfurações provocadas por faca, sendo uma na região do pescoço e outra no peito. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para a realização dos exames de necropsia.

Logo após o homicídio, policiais militares iniciaram buscas pela região e localizaram o suspeito em uma oficina mecânica. Ele foi submetido a exame de corpo de delito e levado para a Delegacia de Plantão, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante.

Em nota, a Polícia Civil informou que os vestígios recolhidos durante a perícia serão analisados ao longo da investigação para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

A defesa do investigado, representada pelo advogado Paulo Rossini, informou que, após manifestação favorável do Ministério Público, foi concedida a possibilidade de o homem responder ao processo em liberdade.

Segundo o defensor, a estratégia da defesa será colaborar com a Polícia Civil e o Ministério Público para aprofundar a análise das provas. O advogado afirmou ainda que a tese apresentada é de legítima defesa, levando em consideração o estado emocional do investigado no momento dos fatos.

Paulo Rossini também destacou que o suspeito e Rafael eram amigos de longa data e que as duas famílias estão profundamente abaladas pela tragédia, devendo buscar acompanhamento psicológico.

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