Candidato à Presidência do PT retorna para o local onde começou sua trajetória política, no ABC Paulista, para o lançamento da corrida eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local que marcou o início da trajetória política do petista, por volta das 9h30, deste domingo (16).
No local, apoiadores e aliadoos políticos já o esperavam. Um deles foi o atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, que ao discursar chegou a dizer que "Lula vai ser para o Brasil o que Gandhi é para a Índia". Depois dele, quem falou foi Simone Tebet (PSB). Candidata ao senado por São Paulo e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, que ressaltou a defesa da democracia :
"Para aqueles que querem matar a democracia, eles não passarão. Para aqueles que querem matar e tirar de nós a soberania, eles não passaram. Para aqueles que querem um país de ódio e preconceito contra as minorias, eles não passarão", disse.
Quem também subiu ao palco para discursar antes do presidente foi a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. Ela destacou a importância das mulheres e fez questão de ressaltar uma em especial, a ex-primeira-dama e primeira esposa do presidente Lula, Marisa Letícia Lula da Silva:
"Juntas somos um horizonte infinito. Um mar de rosas, margaridas, de Silvas. Gostaria de lembrar de uma Silva, dona Marisa. Essas mulheres, lideradas por dona Marisa, foram uma força importante e são pouco lembradas. Talvez, sem a presença delas, a história teria sido diferente".
Na sequência, foi a vez do ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, que destacou a trajetória e as conquistas de Lula para o desenvilvimento da edução:
"Um homem que pretendeu dar sentido a cada dia da sua vida. É sobre a justiça que eu quero falar pra vocês. Eu sou filho de comerciante que nunca pisou numa escola, nunca pode se alfabetizar. Como eu não conhecia os livros, eu achei que me dedicar aos livros não me daria a condição de conhecer o mundo. Por isso o presidente teve que abrir a porta das universidades como nunca se abriu antes".
Coube ao vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), a fala final antes do discurso de Lula. Também concorrendo à reeleição, Alckmin relembrou que foi ali, no estádio, que tudo começou.
"Foi aqui que o time entrou, não pra empatar, mas para jogar contra a ditadura. Quem escalou os times, foi o sindicato. Quem marcou o gol foi o Brasil. Quem portou a camisa 10, ou melhor, a camisa 13 da esperança, foi ele, Luiz Inácio Lula da Silva".
Depois de quase 3 horas após o início do evento, o presidente Lula assumiu o microfone. Agradeceu a presença de todos e disse que estava de chapéu por não poder expor a cabeça ao Sol por causa de um câncer de pele, mas que ia "tirar o chapéu para a população".
O presidente começou dizendo da importância, para ele, dos ensinamentos que aprendeu com sua mãe e que estava preso quando ela faleceu.
"Minha mãe morreu em 1980, eu estava preso por conta da greve. Minha mãe não sabia que eu estava preso. Um delegado de polícia permitia que eu fosse vê-la e me deixou ir no enterro dela. Os homens não são medidos por época, eles são medidos por caráter, pela criação que tiveram de berço".
Em seguida, agradeceu a quem o apoiou e apoia. "Vocês apostaram que a inteligência não é a quantidade de diploma que você tem, inteligência é saber otimizar esse conhecimento. Eu tenho uma coisa que os outros não têm, eu conheço a mente e o coração de vocês".
Campanha começou
Na sequência, já em tom de campanha, Lula citou conquistas do seu governo e disse que não pode mentir para a população. "Eu posso mentir pra qualquer presidente do mundo, mas eu não posso mentir pra quem confia em mim. Estou aqui pra dizer pra vocês, eu sou o primeiro presidente da República eleito três vezes".
O presidente também falou sobre no que pretende apostar caso seja mantido no cargo.
"O futuro significa investir em educação, o futuro significa formar os nossos jovens. Investir na educação, é mais barato do que investir pra prender esse jovens".
Para fechar, Lula defendeu a soberania do Brasil e o combate ao crime organizado.
"É fácil matar um bandido numa favela, agora o cara que manda está numa cobertura de um condomínio. Nos vamos libertar o povo de todo mundo que acha que é dono de favela, por isso que eu quero criar o ministério da segurança pública". Conclui afirmando a autonomia nacional.
"Não quero nem que os Estados Unidos, nem que a Rússia, nem que a China, ninguém vai explorar aqui. Esse país está devendo a si mesmo de se tornar uma grande nação“.
Segundo a agenda de campanha, o próximo compromisso de Lula é no dia 21 de agosto, em Minas Gerais.







