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Lula diz que só vai falar do tarifaço quando Trump falar: ‘Contra o Brasil ninguém ganha mentindo’

EUA impuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em investigação que fala de trabalho escravo e infantil, desmatamento, concorrência desleal do Pix com empresas norte-americanas, um relatório sobre corrupção realizado em 2023 com dados de 2022 para trás, entre outros; governo brasileiro repudiou sobretaxa

Em visita a carreta da saúde da mulher, na Fiocruz, Lula diz que só vai falar do Tarifaço após Trump se manifestar / Foto: Reprodução (YouTube)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (17), que não vai se manifestar sobre a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, enquanto o presidente americano, Donald Trump, não falar sobre o tema.

"Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei", disse Lula, durante visita à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), no Rio de Janeiro. "Contra o Brasil, ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós, ou não vai enganar a sociedade brasileira."

No seu discurso, Lula também disse que não falaria sobre o tarifaço porque "a notícia tem que ser o SUS, as nossas carretas da saúde da mulher, o tratamento das mulheres."

Ao citar possibilidades de tratamento no SUS, Lula afirmou que "não somos os melhores do mundo, mas nós temos que ter orgulho de sermos brasileiros." "Ninguém ouse falar mal do Brasil“, frisou.

Ao anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o governo brasileiro não negociou com os americanos de boa-fé.

No X, ele afirmou que Lula colocou o próprio ego à frente para não negociar e encontrar um acordo que traria "bem-estar" ao povo brasileiro. O secretário de Estado disse que a taxação seria o “preço” da atitude de Lula.

"Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", disse Rubio.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), o Ministério das Relações Exteriores disse que, o que Rubio classificou como ego, na verdade seria a “convicção inabalável” de Lula na soberania brasileira e dos interesses da população. O ministro da pasta, Mauro Vieira, afirmou que o secretário de Estado dos EUA atacou Lula de forma “grosseira e arrogante”.

Mais tarde, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, anunciou algumas das propostas dos Estados Unidos para a suspenção das tarifaço, que incluíam a exclusividade na exploração das reservas brasileiras de terras raras e minerais críticos, além da abertura total do mercado nacional de bens industriais, produtos químicos e o setor automotivo para os estadunidenses.

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