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Isolada na ONU, Rússia é condenada pelo Ocidente e até pela China por guerra contra a Ucrânia

Países do Ocidente e a China condenaram nesta segunda-feira (28) a invasão da Rússia na Ucrânia durante uma reunião emergencial da Assembleia-Geral da Organização Nações Unidas (ONU), convocada pelo Conselho de Segurança da Entidade no dia anterior.

Assembleia Geral da ONU para avaliar a invasão da Rússia na Ucrânia
Foto: Reprodução (ONU)

Entre os países-membros, o embaixador da Ucrânia junto à ONU, Sergiy Kyslytsya, foi o primeiro escalado a falar. Ele condenou as ações do governo de Vladimir Putin e, durante sua fala, afirmou que as próprias Nações Unidas estão sob ameaça, caso a Ucrânia não resista ao enfrentamento militar.

“Se a Ucrânia não sobreviver, a paz tampouco sobreviverá. Se a Ucrânia não sobreviver, a ONU não sobreviverá. Não se iludam: se a Ucrânia não sobreviver, não será uma surpresa se a democracia ruir em seguida”, declarou o embaixador ucraniano. “A única parte culpada aqui é a Federação Russa”.

Em seu discurso, o embaixador da China na ONU, Zhang Jun, defendeu a integridade dos territórios.

“Todos os países devem ter sua integridade territorial e soberania respeitadas. E os princípios da Carta da ONU devem ser respeitados, mantendo a paz”, afirmou Jun.

Ronaldo Costa Filho, embaixador do Brasil na ONU, falou na reunião emergencial, e afirmou que “ainda há tempo de parar a guerra. Este é um momento decisivo para a ONU e para o mundo”.

O embaixador declarou estar preocupado com a sucessão de eventos que levarão a um conflito mais amplo, caso os ataques da Rússia sobre a Ucrânia não parem. “Todos sofrerão, não só os envolvidos na guerra, como os que pedem uma diminuição da agressão”.

Em seu discurso, o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, sugeriu que o começo dos conflitos entre seu país e a Ucrânia estaria no não cumprimento de acordos estabelecidos a sete anos.

“A raiz das ações atuais está há muitos anos na sabotagem e na desobediência das obrigações”, afirmou. Nebenzya complementou considerando que “recentemente, houve em Kiev um acordo para reconsiderar e para que eles cumprissem aquilo que eles assinaram em 2015”.

O embaixador se refere ao Acordo de Minsk, em que Rússia e Ucrânia se comprometeram com um cessar-fogo e com planos de reintegração das províncias separatistas do leste ucraniano. Segundo ele, o não cumprimento do tratado seria um dos motivos da invasão russa, que já entra no quinto dia de confrontos.

Conteúdo da CNN Brasil

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