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Irã confirma acordo pelo fim da guerra e diz que os EUA teve que aceitar a derrota

Mensagem do alto comando militar do iraniano afirma que a vontade do seu povo prevaleceu sobre a dos inimigos após a assinatura de um memorando de intenção para pôr fim à guerra

Iranianos protestam contra ataques dos EUA / Foto: Reprodução (TVT News)

Em um comunicado divulgado nas primeiras horas da segunda-feira, o alto comando militar do iraniano, da sede central do Khatam al-Anbia, uma base militar de alto escalão dentro das forças armadas do Irã, elogiou a resiliência do Irã uma alegada “vontade divina e inabalável” diante dos inimigos.

A mensagem também destacou os membros das Forças Armadas, bem como da Frente de Resistência, ao longo de mais de cem dias de guerra.

O principal centro de comando militar iraniano declarou que os “inimigos humilhados”, Estados Unidos e de Israel, não têm outra escolha senão aceitar a derrota e se render à vontade do “povo desperto” e às forças de Deus.

“O povo resiliente e digno do Irã, juntamente com seus bravos filhos nas poderosas Forças Armadas do país e na Frente de Resistência, pela graça de Deus Todo-Poderoso e sob obediência ao Comandante-em-Chefe das Forças Armadas (o Líder da Revolução Islâmica), demonstraram firmemente, impondo sua vontade divina e inabalável sobre os humilhados inimigos americanos e sionistas, que estes não têm outra alternativa senão aceitar a derrota e se render a um povo desperto e aos soldados de Deus Todo-Poderoso”, diz a mensagem.

A declaração foi divulgada pouco depois de o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Qaribabadi, anunciar que o memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos havia sido finalizado e seria assinado oficialmente na próxima sexta-feira, na Suíça.

“A assinatura oficial do Memorando de Entendimento de Islamabad ocorrerá na sexta-feira, na Suíça”, disse ele.

“A partir desta noite, o bloqueio naval dos EUA contra o Irã será suspenso”, acrescentou Qaribabadi, ao anunciar “o fim imediato e permanente da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano”.

Anteriormente, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mediador das negociações, anunciou que um “acordo de paz” havia sido alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã após “intensas negociações”.

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