Um ataque violento dentro de um apartamento terminou em tragédia na madrugada desta quarta-feira (8), em Campinas, interior de São Paulo. Um homem de 37 anos tentou matar a ex-companheira a facadas, colocou fogo no imóvel e acabou provocando um incêndio que se alastrou pelo prédio, vitimando uma vizinha de 64 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, tudo começou por volta das 3h, em um condomínio no bairro Jardim Florence. Após um desentendimento, Luiz Henrique Nunes da Silva teria agredido a ex-companheira com empurrões e a ameaçado com uma faca dentro do apartamento.
Assustada, a mulher deixou o local às pressas junto com os filhos para se proteger. Cerca de 30 minutos depois, já sozinho no imóvel, o suspeito teria ateado fogo em roupas da vítima.
As chamas saíram do controle rapidamente e começaram a se espalhar pelo prédio. De acordo com a polícia, o condomínio não possuía alvará do Corpo de Bombeiros nem estrutura adequada para emergências, como sistema de combate a incêndio.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e iniciaram o resgate dos moradores. O fogo atingiu outros andares, exigindo a evacuação do prédio.
Durante a operação, a vizinha do andar superior, Laura Regina Dias De Sales, de 64 anos, foi retirada do apartamento, mas não resistiu à inalação de fumaça, vindo a óbito por asfixia.
Ao amanhecer, a ex-companheira do autor e a filha foram até a delegacia para relatar o ocorrido. Com as informações a Polícia Civil deu início às investigações, registrando os crimes de incêndio, homicídio e violência doméstica. Imagens de câmeras de segurança foram apreendidas e testemunhas, como o porteiro do condomínio, também prestaram depoimento.
Luiz Henrique foi localizado e preso no período da tarde, em outro bairro da cidade. Em depoimento, ele apresentou uma versão diferente da relatada pela vítima: negou as ameaças e afirmou que não provocou o incêndio, dizendo que apenas fumava no local e que desconhece como o fogo começou.
Após a prisão em flagrante, ele passou por exames e foi encaminhado ao sistema prisional. O caso segue sob investigação.








