Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos divulgou a lista de produtos afetados pela decisão

O governo de Donald Trump cumpriu a expectativa e confirmou um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e entra em vigor a partir da próxima quarta-feira (22).
A publicação do USTR trouxe uma lista de itens isentos da taxação, incluindo carne bovina, café, laranja, suco de laranja, partes para a fabricação de aviões, petróleo e celulose. Outros produtos básicos brasileiros com peso relevante na inflação americana também foram deixados de fora do tarifaço, sob a justificativa de que “não são produzidos no país”, o que fez com que a lista de exceções crescesse em comparação com a publicada de maneira preliminar em junho.
De acordo com o comunicado, a nova tarifa é resultado de uma investigação e que concluiu que algumas práticas brasileiras são são descabidas e oneram ou restringem serviços dos Estados Unidos. Entre os motivos apresentados estão o Pix, a corrupção e o desmatamento ilegal.
“A ação de hoje é necessária para combater essas práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em igualdade de condições. As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a negociações contínuas com o Brasil para promover as mudanças necessárias nos problemas identificados nesta investigação”, declarou Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O comunicado diz que os Estados Unidos buscaram negociar intensamente com o governo brasileiro para buscar uma solução para as preocupações americanas.
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o “dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”. “O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, diz o comunicado.







