Em resposta a um questionamento, o atual governador destacou a relevância do agronegócio para a sustentação da economia do país e justificou a cobrança passada como um momento em que a arrecadação foi necessária

Durante o debate entre os candidatos ao Governo de Goiás, transmitido pela PUC TV, na noite deste domingo (30), o candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), afirmou categoricamente que não haverá o retorno da cobrança sobre o agronegócio no estado.
Questionado pelo candidato Luis César Bueno (PT) sobre a revogação da contribuição e os planos de financiamento do Estado, o emedebista garantiu que a taxa foi extinta em 2026 e aproveitou para criticar duramente as regras da Reforma Tributária aprovadas pelo Governo Federal.
Ao abrir o confronto, Luis César Bueno indagou se Daniel daria sequência à cobrança anteriormente instituída pela gestão estadual ou se manteria a isenção, cobrando definições sobre a gestão das finanças e a atração de investimentos.
Em resposta, o atual governador destacou a relevância do agronegócio para a sustentação da economia do país e justificou o momento em que a arrecadação foi necessária.
"Nós revogamos a taxa ao longo deste ano de 2026 e ela não será retornada", cravou Daniel Vilela, reforçando que o Estado tem capacidade fiscal equilibrada para dar andamento a mais de 80 obras estruturantes sem penalizar o setor.
Ataque à reforma tributária de Lula
Na sequência, em sua tréplica, Daniel direcionou críticas à legislação tributária aprovada na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, correligionário de Bueno.
Segundo o emedebista, o novo modelo “pune os estados produtores” como Goiás, em benefício dos estados consumidores do Sul e Sudeste.
Luis César Bueno defendeu as ações da gestão petista, alegando que o governo federal atua para unificar os processos tributários, acabar com a guerra fiscal e garantir investimentos para a agricultura familiar e geração de empregos no país.








