Movimento atende as pretensões de Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, que quer ampliar ainda mais a bancada e reposicionar partido no tabuleiro eleitoral goiano e nacional

Após deixar o União Brasil e se filiar ao PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deve assumir a presidência estadual da legenda em um movimento articulado com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, voltado à ampliação da bancada federal nas eleições de 2026 garantindo ao menos três deputados federais eleitos pelo Estado.
Caiado passa a ocupar posição central na disputa eleitoral nacional e na estratégia de fortalecimento da sigla no Congresso Nacional e em Goiás. Avaliações internas indicam que, sob seu comando, o partido terá condições de eleger os três deputados pretendidos e até mais.
A mudança no comando também reorganiza o ambiente político interno. Segundo um assessor do senador Vanderlan Cardoso, o parlamentar não considera deixar o PSD. A leitura é que o partido sai do processo mais robusto, com uma chapa competitiva para deputado federal e maior capacidade de negociação nacional.
O avanço do PSD, contudo, não deve provocar o desmonte do União Brasil, legenda à qual Caiado esteve historicamente ligado. A tendência, de acordo com aliados, é que o partido permaneça sob influência do grupo do governador e seja presidido por Gracinha Caiado, primeira-dama do Estado e apontada como favorita na disputa por uma vaga no Senado.
A estratégia desenhada indica uma divisão funcional de forças: o PSD concentraria a montagem da chapa proporcional federal, enquanto o União Brasil manteria protagonismo na disputa majoritária. O arranjo atende aos interesses de Kassab, que busca ampliar o peso da legenda no Congresso, e preserva o capital político de Caiado em mais de uma frente partidária.








