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Banco Master: Luiz Fux vota para prisão de pai e primo de Vorcaro

Análises dos dois casos haviam sido suspensas após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes; ministro vota pela manutenção das prisões

Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro, estão presos preventivamente no âmbito da Operação Compliance Zero da PF / Fotos: Reprodução de redes sociais, com edição

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, votou pela manutenção das prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro, ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro.

Os julgamentos foram realizados em uma sessão virtual neste sábado (23). As análises dos dois casos haviam sido suspensas após um  pedido de vista do ministro Gilmar Mendes nesta última sexta-feira (22).

Henrique e Felipe foram alvos das recentes ações da Polícia Federal (PF), dentro da Operação Compliance Zero.

Os votos de Fux seguiram o relator André Mendonça, que defendeu a conversão das prisões temporárias em preventivas. Mendonça foi o único a votar na sessão, que foi suspensa.

O caso está sob a responsabilidade da Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. O caso está sendo analisado em sessão virtual, modelo no qual os magistrados possuem uma semana para registrarem os votos no sistema.

Com a antecipação do voto de Fux, falta apenas o ministro Kassio Nunes Marques votar. Dias Toffoli se declarou impedido e não vai participar dos julgamentos.

O caso do clã Vorcaro

O pai e primo de Vorcaro estão presos preventivamente após serem apontados pelas investigações em curso da PF como integrantes do um núcleo da  organização criminosa refinada.

Segundo o inquérito policial e os autos do processo no STF, Henrique e Felipe Vorcaro utilizavam uma rede de vínculos societários e familiares para a ocultação de aquisições ilícitas voltadas à lavagem de dinheiro.

Conforme relatório do ministro Mendonça, há detalhamento de movimentações financeiras fora do normal e de grande volume, que foram principais fundamentos para imposição de medidas restritivas (prisões) para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.

Porém, a justiça levantou mais situações ilegais nas quais ambos estão inseridos e são apontados mediante provas, como operadores de destaque do esquema.

Junto aos familiares do ex-controlador do Banco Master, outros investigados, como um agente aposentado da PF e policiais da ativa também foram presos e/ou alvos de outras medidas medidas cautelares alternativas, todas mantidas no voto do relator.

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