Desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, carnes e produtos florestais, enquanto China segue como principal destino das exportações brasileiras

O agronegócio brasileiro registrou em julho de 2026 o maior valor de exportações da história para o mês, consolidando um cenário de forte desempenho do comércio exterior do setor. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as vendas externas alcançaram US$ 16,34 bilhões, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025. O agronegócio respondeu por 47,9% de todas as exportações brasileiras no mês, reforçando sua importância para a economia nacional.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o setor exportou US$ 103,4 bilhões, um novo recorde histórico para o período e avanço de 6,0% na comparação com os sete primeiros meses do ano anterior. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de soja em grãos e carne bovina in natura, que foram os produtos que mais contribuíram para a expansão da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.
Soja lidera as exportações e bate novo recorde
A soja em grãos manteve a liderança absoluta das exportações do agronegócio em julho. O produto somou US$ 5,87 bilhões, com embarques de 13,4 milhões de toneladas, estabelecendo recordes históricos tanto em valor quanto em volume para o mês de julho. A oleaginosa representou 36% de toda a pauta exportadora do agronegócio no período.
A China permaneceu como principal compradora da soja brasileira, concentrando cerca de 70% das aquisições do produto em julho. União Europeia, Tailândia, México e Irã também figuraram entre os principais mercados de destino.
Carnes seguem entre os principais motores do agro
O setor de carnes ocupou a segunda posição entre os segmentos exportadores, com US$ 2,91 bilhões em vendas externas no mês. A carne bovina in natura alcançou US$ 1,45 bilhão, enquanto a carne de frango in natura registrou US$ 876,17 milhões, valor recorde para meses de julho, impulsionado pelo aumento tanto do volume embarcado quanto dos preços médios.
Além da China, mercados como Estados Unidos, Chile, União Europeia, Japão e Arábia Saudita ampliaram suas compras de proteínas brasileiras ao longo do período.
A celulose foi um dos grandes destaques do mês, com US$ 1,06 bilhão em exportações e crescimento de 30,8% em relação a julho de 2025. O produto também estabeleceu recordes históricos em valor e quantidade exportada.
O farelo de soja alcançou US$ 891,09 milhões, enquanto o óleo de soja em bruto registrou um crescimento expressivo, somando US$ 370,24 milhões, alta superior a 180% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
China amplia liderança entre os mercados compradores
Entre os destinos das exportações brasileiras do agronegócio, a China manteve ampla liderança, com US$ 5,64 bilhões em compras somente em julho, o equivalente a 34,5% do total exportado pelo setor no mês. O crescimento das vendas de soja, carne de frango e celulose foi decisivo para esse desempenho.
A União Europeia permaneceu como segundo principal mercado, seguida pelos Estados Unidos, que responderam por 5,8% das exportações do agronegócio brasileiro em julho.
Balança comercial permanece altamente positiva
Enquanto as exportações atingiram níveis recordes, as importações de produtos do agronegócio totalizaram US$ 1,75 bilhão em julho, valor 2,8% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a julho, as importações somaram US$ 11,7 bilhões, queda de 1,4% em relação a 2025. O resultado reforça o forte superávit da balança comercial do agronegócio e confirma o setor como principal responsável pela geração de divisas externas para o Brasil em 2026.
Com exportações recordes e forte demanda internacional por soja, carnes, celulose e derivados agrícolas, o agronegócio brasileiro encerra os sete primeiros meses de 2026 em posição de destaque no comércio global. A manutenção da competitividade dos produtos brasileiros e a diversificação dos mercados compradores sustentam a expectativa de continuidade do bom desempenho das exportações ao longo do restante do ano.
Com informações do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA)







