Conhecida por suas falas acidas, consideradas um tanto estabanadas no meio político da cidade, a vice prefeita de Valparaíso de Goiás, Zeli Fritsche (PDT), voltou tropeçar nas palavras e admitiu, em público, que tentou corromper o processo seletivo da Secretaria Municipal de Educação.
A polêmica confissão foi feita durante uma homenagem aos professores, realizada na Câmara Municipal de Valparaíso, na quarta-feira, 27 de outubro.
“Quando estava para sair o processo seletivo da educação, eu mandei um Zap para a nossa secretária: ‘Vai ter processo seletivo na educação, vai sobrar três vaguinhas para mim?‘”. disse ela.
Isoladamente, esse pedaço da fala da vice-prefeita Zeli indicaria uma percepção dentro do governo Mossoró, de que os processos seletivos seriam de fachada e que as vagas a serem preenchidas estariam loteadas para indicações políticas, prática popularmente conhecida como QI (quem indica).
No contexto geral, Zeli se entregou na tentava amenizar a onda de denúncias de corrupção que vêm surgindo contra o seu governo e do prefeito Pábio, completando a fala com a informação de que a secretária de educação, Rudilene Nobre, refutou sua investida.
“Ela não me deu nem bom dia e nem boa tarde, simplesmente me respondeu: ‘se fosse assim, não precisaria existir processo seletivo’“, completou Zeli Fritsche.
Segundo uma professora presente no evento, que pediu anonimato por temer retaliação, a vice prefeita revelou o que de fato a classe vê nos processos seletivos:
“É assim mesmo, quando abre o processo seletivo a gente sai correndo, oferecendo apoio à vereadores, à candidatos para eles nos indicarem, pois aquele lance de avaliação de currículo não funciona bem não. Todos nós (professores) nos conhecemos, e no resultado final do processo a gente vê muita irmãs de fulano, amigos de beltrano sendo nomeados na frente de outros com o currículo bem melhor, com mais experiência, com mais tudo“, disse a professora, que completou:
“Essa parte que ela (a vice-prefeita Zeli) disse que não rolou as indicações dela, eu não acredito, e se não rolou, acho que só se for para ela, porque para os vereadores e outros a gente sabe que rola, a gente ouve dos colegas como eles entraram, cada um tem cota lá“.
Num passado recente a vice-prefeita tentou falar contra jornalistas que produzem matérias críticas e acabou dando a entender, também, que os veículos de comunicação favoráveis ao governo o são porque recebem mídia do orçamento público.
Questionada sobre o tema pela redação, a vice-prefeita Zeli Fritsche não se manifestou até o fechamento da matéria.
Vergonhoso isso.