Iniciativa brasileira teve adesão de 11 países; plano tenta organizar regras e facilitar a viabilidade operacional

A China e a União Europeia vão fazer parte da coalizão lançada pelo governo brasileiro que pretende criar um mercado global de carbono. O anúncio, feito durante a Cúpula dos Líderes, em Belém, foi comemorado pela delegação do Brasil.
A participação da UE foi confirmada pela líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira (7) durante a cúpula, que antecede o início oficial da COP30, na segunda-feira (10)
"A precificação de carbono tornou-se uma ferramenta central para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com um forte argumento comercial para a economia e para as pessoas", afirmou Von der Leyen ao anunciar a adesão. “Queremos trabalhar em estreita colaboração com o Brasil e com muitos parceiros que compartilham a mesma visão."
Já a participação da China foi confirmada pelo presidente Lula na abertura da sessão que discute os dez anos do Acordo de Paris. Uma declaração conjunta de líderes sobre o tema deve ser divulgada.
Agora, Alemanha, Armênia, Canadá, Chile, China, França, México, Reino Unido, União Europeia e Zâmbia, além do Brasil, são os signatários dessa iniciativa que pretende padronizar o mercado de Carbono.
A ideia lançada pelo presidente Lula transforma o direito de poluir em um ativo negociável, com valor econômico. Na prática, estabelece cotas ou limites para a emissão de carbono, e empresas que conseguem poluir menos que o permitido geram créditos de carbono. Esses créditos podem ser vendidos para aquelas que ultrapassaram a meta.








