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Trump assina ordem executiva para reduzir vacinas recomendadas para crianças

Decreto propõe reduzir o número total de imunizações para crianças nos primeiros anos de vida e dividir o calendário nacional de vacinação infantil em três categorias

Ordem executiva assinada durante cerimônia de assinatura sobre vacinas infantis no Salão Oval da Casa Branca / Foto: Reprodução (Doug Mills-The New York Times)

O presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10), um decreto com o objetivo de reformular a abordagem do governo federal em relação às vacinas infantis.

Trump insiste que os bebês devem receber menos imunizações ao longo de um período mais longo, apesar das poucas evidências científicas que apoiam mudanças tão drásticas.

A ordem executiva propõe reduzir o número total de vacinas recomendadas para crianças nos primeiros anos de vida e dividir o calendário nacional de vacinação infantil em três categorias.

A recomendação também é que a vacina contra caxumba, sarampo e rubéola (conhecida como SCR ou Tríplice Viral) seja dividida em três doses individuais, uma mudança drástica que contraria o amplo consenso científico, mas condiz com a insistência de Trump nos últimos meses para que a vacina, amplamente administrada, seja alterada.

O governo americano sinalizou que pressionará os estados a reformularem seus requisitos de vacinação para incorporar as novas diretrizes federais, alterando efetivamente práticas de longa data destinadas a melhorar as taxas de imunização infantil.

“Estamos reduzindo o número de doses”, disse Trump no Salão Oval da Casa Branca. “Não se trata apenas de reduzir o número de vacinas, ou injeções, como se costuma dizer, mas sim de administrá-las em uma série de visitas ao médico”, completou.

Acompanhado por uma série de autoridades da área da saúde, incluindo o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., Trump fez uma série de afirmações enganosas e incorretas sobre vacinas, chegando a sugerir que a vacina SCR pode ser “bastante letal”.

Ele alegou repetidamente, e sem provas, que as crianças estavam recebendo mais vacinas do que conseguiam suportar, argumentando que as doses deveriam ser aplicadas com maior intervalo.

Questionado sobre o motivo de recomendar que os bebês recebessem as vacinas em cinco consultas médicas diferentes, Trump disse que havia feito isso com seus filhos e que “não teve nenhum problema”.

“Nada de ruim pode acontecer com o que estamos fazendo”, disse ele sobre as mudanças que especialistas em saúde vêm alertando há tempos que reduzirão as taxas de imunização e deixarão as crianças mais suscetíveis a doenças. “Nada de ruim pode acontecer”, completou Trump.

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