
Além da leniência em punir militares que participaram dos atos criminosos de 08 de janeiro, que culminou na invasão e depredação na sede dos Três Poderes da República, a recusa em remover o tenente-coronel Mauro Cid do comando de um batalhão de elite do Exército em Goiânia são apontadas com fatos decisivos para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha demitido o ex-comandante da força, coronel Júlio César Arruda.
De acordo com relatos divulgados pela CNN Brasil, Arruda vinha demonstrando pretensão de manter Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante todo o seu mandato, no posto em Goiás. A insistência do general passou a preocupar o governo.
Homem próximo a Bolsonaro, Cid é investigado por Alexandre de Moraes num inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é apontado como responsável por um suposto esquema de ‘Caixa 2’, que usaria dinheiro vivo teoricamente sacado de cartões corporativos da presidência, para pagar contas particulares de familiares e pessoas próximas do ex chefe do executivo nacional.
Autoridades que acompanharam de perto a decisão do governo de substituir Arruda dizem que o então comandante do Exército não vinha demonstrando disposição em controlar as tropas. Os sinais emitidos pelo general, segundo relatos, passaram a preocupar o governo diante da possibilidade de prisões de militares que participaram, direta e indiretamente, das invasões ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.
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