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Tragédia de Brumadinho completa 4 anos

A madrugada do dia 25 de janeiro parecia ser apenas mais um dia comum na vida de Fernando Henrique Coelho. Ele trabalhava na barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Parte da cidade de Brumadinho destruída pelo rejeito da barragem da Vale que rompeu em 25-01-2019 / Foto: Reprodução (Antônio Cruz – Agência Brasil)

Ele bateu o cartão à 1h e seguiu seu turno até as 7h normalmente. Se despediu dos amigos que acabara de entrar no serviço e foi para casa.

Por volta de 12h30, Coelho recebeu a ligação de uma amiga. A barragem em que trabalhara mais cedo se rompeu, e a lama de rejeitos atingiu mais da metade da cidade mineira.

“Eu não vi o estouro. Estava em casa, mas tinha saído de lá mais cedo e tinha sido um dia de trabalho tranquilo, sem intercorrências. Cheguei a ver alguns amigos e fui embora”, relembra.

O estouro da barragem aconteceu no começo da tarde daquela sexta-feira. A Vale era a responsável pela administração da mina e tinha solicitado uma apuração da situação das barragens para a TÜV Süd, especializada em certificações, que atestou a segurança das barragens.

Entretanto, a barragem número 1 da mina não suportou a quantidade de rejeitos e o lamaçal atingiu os trabalhadores e moradores do entorno da Vale.  Ao todo, 270 pessoas morreram, sendo que três ainda estão desaparecidas.

Fernando conta que nasceu na Vale e morou nos prédios dos funcionários da mineradora até os 15 anos. Há pelo menos 18 anos trabalhava na empresa.

O pai dele, Olavo Henrique Coelho, era funcionário da Vale há 40 anos. No momento da tragédia, ele estava no horário de almoço, no refeitório, e não conseguiu escapar da onda de rejeitos.

“Eu trabalhei lá a vida inteira. A minha vida foi toda ali dentro. Ficamos sem notícias inicialmente, depois de um dia de tentativas de contatos, eu já suspeitava que meu pai tinha morrido. Oito dias depois veio a confirmação”.

“Perdi tudo. Pai, amigos, primos. Eu gostava muito de trabalhar na Vale, ela fazia parte da minha história”, afirma.

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