Menos de um mês após ter a sua sede depredada por golpistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou às atividades nesta quarta-feira (1º) em um plenário restaurado, mas com o restante do prédio principal ainda em reforma.

Sem adiamento, a primeira sessão do ano na Corte atingiu dois propósitos importantes, o primeiro demonstrar que, diante dos ataques sofridos no dia 8 de janeiro, a instituição ficou de pé e unida, o segundo e não menos importante, foi a reprise da ideia de que os Três Poderes entoam o mesmo discurso de defesa da democracia e das instituições.
Os vidros que foram pichados com xingamentos aos ministros ou quebrados já estão limpos ou foram substituídos, o simbólico plenário, completamente destruído pelos bolsonaristas, está reconstruído, mas os danos causados em salas, móveis e equipamentos do edifício ainda não estão todos reparados.
"É inútil (a destruição do patrimônio público), pois, mesmo que desejassem destruir mil vezes o Supremo Tribunal Federal, subsistiria incólume o sentimento de reverência desta Casa pelo Estado Democrático de Direito, e mil e uma vezes reconstruiríamos seu prédio, como fizemos agora, sem interromper um só instante o exercício da jurisdição, graças à tenacidade dos que respeitam as instituições e amam a democracia", disse presidente da Corte, ministra Rosa Weber.
Normalmente, a primeira sessão do ano do STF no ano é protocolar, com duração de cerca de uma hora, com discursos breves do presidente do tribunal, do presidentes da República, do Congresso Nacional, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o procurador-geral da República, porém neste ano, a cerimônia durou duas horas, com falas inclusive do representante das associações de magistrados e membros do Ministério Público, todos em desagravo de apoio ao Supremo depois dos ataques sofridos no dia 8.








