Os indicado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para o comando do Exército, general Julio Cesar de Arruda, e para o comando da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio vão assumir seus postos já na sexta-feira (30), dois dias antes da posse presidencial.

A definição da data acertada no exército e ainda não oficializada pela marinha, coincide com o aumento da pressão de autoridades responsáveis pela segurança pública pelo fim das aglomerações de bolsonaristas no entorno de Quartéis-generais do Exército em Brasília e em outros estados.
No entorno de Lula, a expectativa é que, com a troca no comando, mude o tratamento dado aos manifestantes extremistas, já que o acampamento, em área militar, passou a ser classificado por futuros ministros como "incubadoras de terroristas e de atos violentos".
Segundo apuração da Polícia Civil do DF, saíram do acampamento na frente do QG em Brasília, os criminosos que provocaram o quebra-quebra do dia 12 de dezembro na capital federal e os preparativos de um atentado a bomba no aeroporto de Brasília, frustrado por ação das forças de segurança local.
A ideia do ato, considerado terrorista, era que a explosão provocasse a decretação de estado de sítio e uma intervenção militar, que por sua vez impediria a posse de Lula, mantendo Bolsonaro no poder.
Retirada dos acampamentos:
Na segunda-feira (26), o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, delegado Júlio Danilo, disse ao Estadão que planeja desmobilizar ainda nesta semana a concentração no entorno do QG de Brasília.
“Eles (Exército) fizeram um movimento na semana passada de tentar ir desmontando barracas, já ir desocupando, mas eu acredito que nesta semana vai se intensificar isso daí. Nós temos constante contato com eles, com o Exército, para que a gente possa avançar nisso”, disse Danilo.








