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“Público é fiel”, diz dona de Sex Shop dedicado a evangélicos

Em sua loja de artigos eróticos, que Carolina Marques, de 26 anos, prefere chamar de ‘Love Store’ no lugar de ‘Sex Shop‘, as aparências importam. As embalagens são de cores sóbrias, e os produtos não têm nomes sugestivos em seu negócio, inaugurado em maio.

Imagem: Edição Jornal Opinião do Entorno

Sabores mais “inocentes”, como algodão-doce e outros inspirados nos famosos chicletes Bubbaloo, têm uma receptividade melhor no meio dos evangélicos.

Já mãe quando se converteu ao se casar na Assembleia de Deus com o marido, com quem teve intimidade apenas após a oficialização do matrimônio, Carolina quer levar aos clientes do nicho religioso a ideia de que o sexo não precisa ser um tabu nem deve ser visto como algo sujo, desde que aconteça dentro da união “abençoada”.

Carolina vê em seu negócio mais que um empreendimento voltado para o lucro e acredita que sua marca tem um propósito: ajudar os casamentos a se manterem.

Para isso, a massoterapeuta de formação, conta que faz uma estilização cuidadosa dos artigos, já que para quase todas as suas clientes aquela é a primeira vez que elas têm contato com produtos do tipo.

Não tem como vender produtos chamados ‘ppk louca’, ‘vai fundo’, isso assusta esse público, pode acabar afastando”, diz ela que completa:

A ideia é mostrar que o sexo pode ser uma conversa saudável, um assunto para se tratar sem medo e que começa muito antes da cama. Se a esposa não quer porque está cansada, o marido tem que pensar se ele tem feito a parte dele na casa. Às vezes, a mulher só está sobrecarregada com as tarefas, o trabalho, os filhos.

Outra empreendedora do ramo entre evangélicos, relata que vê o interesse e seu público aumentar a cada dia.

Andrea dos Anjos, tem 43 anos de idade, 17 dentro da Igreja Batista e desde 2019 é dona da Memórias da Clo.

São clientes um pouco diferentes da maioria, porque, devido à religião e a alguns dogmas, ficam envergonhados e constrangidos, mas é um público fiel. Dou consultoria informalmente”, diz ela.

Assim como Carol, Andrea também vende seus produtos pela internet e chega a mandar produtos eróticos para fieis até em embalagens de farmácia de padarias.

Tenho clientes que pedem para eu mandar os produtos em caixa de remédio, em saco de padaria, para que ninguém saiba mesmo”, conta.

Ao G1 clientes das duas dizem que temem ser identificadas, mas garantem que os produtos fazem a diferença em suas vidas.

Sou casada há 15 anos, conversei com meu esposo que uma amiga minha, que também é evangélica, vendia esses produtos e se ele aceitaria usá-los para sairmos da rotina. Ele aceitou”, contou uma cliente da Memórias da Clo.

Mudou muito o meu casamento, com toda certeza, não é porque somos evangélicas que também não podemos usar umas coisinhas, né?”, brinca.

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