A defesa de Karina Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu nesta quarta-feira (26) ao ministro André Mendonça que suspenda as investigações que tramitam contra ela na Justiça Estadual de São Paulo e leve o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Karina é dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), alvo da Operação Wi-Fi, deflagrada em junho recente, que apura a suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano.
A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte dos recursos foi desviada para financiar o filme “Dark Horse”. O inquérito é conduzido pela 2ª Delegacia de Investigações sobre Crimes contra a Administração do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC)
Mendonça é relator no STF de uma investigação que apura repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme “Dark Horse”.
A defesa de Karina argumenta que foram anexadas ao processo diversas notícias que buscavam conectar as supostas irregularidades na licitação da Prefeitura de São Paulo com a origem e a aplicação de recursos financeiros do Banco Master, destinados à produção do filme Dark Horse.
“Por este motivo, constata-se que, na realidade, a investigação de primeiro grau tem como verdadeiro objeto: a aplicação de recursos financeiros por parte do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse. Conforme será demonstrado na sequência, tal objeto atrai a competência absoluta desse Supremo Tribunal Federal”, afirmam os advogados.
A defesa da produtora argumenta que, como o objeto da investigação é o mesmo, o financiamento do filme sobre o ex-presidente, que está sob comando de Mendonça no STF, o caso deveria ser centralizado na Corte.








