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Prefeitos argentinos repudiam ataques de Milei contra Lula: “Vergonha”

Em nota, Federação de Municípios classificou as declarações do chefe de Estado como "vergonha" e um "sério golpe" para a imagem internacional do país

Presidente da Argentina, Javier Milei / Foto: Reprodução (Rondônia Dinâmica)

A Federação Argentina de Municípios (FAM) condenou os ataques do presidente Javier Milei, da Argentina, contra o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, realizados no último sábado (25).

Em comunicado divulgado na segunda-feira (27), a entidade acusou Milei de "exportar vergonha", e classificou o Brasil como uma "nação irmã, com a qual a Argentina construiu uma relação histórica baseada no respeito, na cooperação e na integração".

Ainda segundo o documento, as declarações do presidente argentino representam um “sério golpe” para a imagem internacional do país e um "retrocesso em uma política de integração que levou décadas para se consolidar".

Além da FAM, outras autoridades argentinas se posicionaram contra as declarações de Milei. Até a manhã desta terça-feira, mais de 30 deputados do país assinaram um projeto legislativo de declaração de repúdio às falas do chefe de Estado alvi-celeste.

O texto, apresentado pelo deputado kirchnerista Jorge Taiana, expressa “enérgico repúdio aos episódios e às calúnias e injúrias violentas emitidas” por Milei contra Lula e Moraes, o que os congressistas consideram “uma grave afetação das relações diplomáticas bilaterais e da política exterior da nação (argentina)”.

O projeto ainda manifesta “profunda preocupação” por ingerência do presidente argentino nos assuntos internos e no processo político institucional brasileiro, “vulnerando os princípios fundamentais do direito internacional” e afirma que o episódio coloca em risco a convivência pacífica e os laços históricos de cooperação entre os países.

No último sábado, durante uma convenção nacional do PL (Partido Liberal) que lançou a candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro, Milei chamou Lula de “presidiário”, além de acusá-lo de ter tentado interferir nas eleições argentinas a favor da esquerda.

Além das ofensas contra o presidente da República, o chefe de Estado argentino também proferiu xingamentos ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, ao chamá-lo de “lixo careca”.

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