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Polícia prende três membros do PCC acusados de matar ex-delegado

Velhote, Careca e Manoelzinho são investigados pelo assassinato de Ruy Ferraz Fontes, que ocorreu em setembro de 2025, no litoral paulista

Membros do PCC presos suspeitos de envolvimento na morte de Ruy Ferraz Fontes (Velhote, Careca e Manoelzinho) / Fotos: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (13), três integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles são investigados por participação no assassinato do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro do ano passado na Praia Grande, no litoral paulista.

Entre os detidos estão Márcio Serapião Pinheiro, conhecido como “Velhote”, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como  Manoelzinho e irmão do Careca. 

As investigações seguem em andamento para localizar os demais envolvidos. Um dos suspeitos, conhecido como “Chacal”, permanece foragido do país. Segundo a delegada Ivalda Aleixo, a informação mais recente indica que ele estaria na Bolívia.

Além disso, outro indivíduo também permanece foragido, mas sua identidade ainda não pode ser divulgada pelas autoridades.

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira (Azul ou Careca)

Fernando é apontado como um dos envolvidos em crimes de grande repercussão. Em uma das ações, ele teria invadido o 68º Distrito Policial de São Paulo, onde rendeu policiais, subtraiu armas e objetos da delegacia e promoveu a fuga de diversos presos que estavam legalmente detidos. 

Além disso, conforme consta nos autos, Fernando foi condenado por um sequestro em janeiro de 1999, mediante grave ameaça com o uso de arma de fogo, com o objetivo de obter R$ 100 mil como resgate. 

A pena elevada também considera outro crime anterior: em 1995, Fernando tentou roubar R$ 1,4 mil de uma empresa de táxi, sob ameaça armada e ainda resistiu à prisão, efetuando disparo de arma de fogo contra um policial militar, que não foi atingido. 

Pelos crimes praticados, Fernando recebeu uma condenação de 35 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão. Ele ficou preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, unidade onde as autoridades costumam manter lideranças do PCC que não submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (Manoelzinho)

Manoel é apontado como integrante do PCC, com atuação no esquema de ‘Rifa’, estrutura voltada à arrecadação e movimentação de recursos da organização, operando em conjunto com outros membros em diversas cidades do estado de São Paulo.

Quem são os envolvidos na execução

A investigação do Ministério Público aponta que oito pessoas participaram da execução de Ruy Ferraz Fontes, com funções que vão do planejamento à logística e execução do crime.

  • Marcos Augusto Rodrigues Cardoso (O Fiel de Jesus)

Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, chamado de Fiel, Pan e de Penelope Charmosa, enfrenta acusações de ser o recrutador e organizador central do grupo de denunciados.

  • Paulo Henrique Caetano de Sales

Dono de um imóvel usado pelos suspeitos, negou envolvimento no homicídio e na facção. Alegou que emprestou a casa a um conhecido e passou parte do período na casa da amante.

  • Felipe Avelino da Silva (Mascherano)

Preferiu ficar em silêncio durante o interrogatório, mas a esposa afirmou que ele confessou participar do crime deixando um veículo preperado para a fuga. 

  • Cristiano Alves da Silva (Cris Brown)

Negou qualquer ligação com a execução e disse que apenas atuava como proprietário de imóveis para aluguel por temporada, argumentando que contatos com investigados eram meramente comerciais.

  • Flávio Henrique Ferreira de Souza (Neno)

É procurado pela Justiça. A perícia encontrou sua digital no carro usado no crime, mas a família apresentou um álibi alegando que ele estaria a dezenas de quilômetros minutos após o atentado. 

  • Luiz Antonio Rodrigues de Miranda (Gão)

Também foragido, é apontado como responsável pela logística de armas usadas na execução, com testemunhas que o colocam em diálogos decisórios do plano.

  • Willian Silva Marques

Dono de uma das casas usadas como base logística, afirmou que apenas alugou o imóvel sem saber do plano criminoso. Sua defesa sustentou que não tinha controle das câmeras e que apresentou-se espontaneamente à polícia.

  • Dahesly Oliveira Pires

Assumiu ter transportado armas usadas no ataque, mas disse que foi coagida por pressão financeira, alegando desconhecer o contexto amplo em que foi envolvida.

Relembre o caso

Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em uma emboscada logo após deixar a sede da Prefeitura de Praia Grande, onde exercia o cargo de secretário de Governo do município, no litoral paulista. Ele foi atingido por 12 disparos, e o veículo em que estava apresentou ao menos 29 perfurações.

De acordo com relatório do Ministério Público divulgado em 2024, o ex-delegado-geral vinha sendo monitorado por integrantes do crime organizado. 

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