
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne na manhã desta segunda-feira (27) com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Na reunião, Lula deve decidir sobre a volta, ou não, da cobrança de impostos federais sobre a gasolina.
De acordo com Medida Provisória (MP) editada pelo próprio presidente no início do ano, a isenção do PIS/Cofins sobre gasolina e álcool acabaria no mês de fevereiro.
A tarefa do presidente é decidir se apoia a ala política do PT, que quer manter os impostos zerados para agradar a opinião pública, ou a econômica do seu governo, que opta pelo retorno da cobrança para contornar o déficit do orçamento da União.
De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda revelados pelo jornal O Globo, o impacto da desoneração é de cerca de R$ 3 bilhões por mês aos cofres públicos, o que representa um custo maior do a soma do reajuste do salário mínimo e da faixa de isenção do Imposto de Renda.
A estimativa da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) é que a reoneração pode fazer a gasolina subir cerca de R$ 0,68 nos postos. Isso faria a inflação de março chegar a 1%, a maior desde abril do ano passado.








