Possibilidade de usar parte do FGTS e acesso a condições mais vantajosas de pagamento estão entre os destaques da medida

O Governo Federal detalhou nesta segunda-feira (04) o “Novo Desenrola Brasil”, um conjunto de medidas criado para diminuir o nível de endividamento da população. Entre os destaques do programa está a autorização para utilizar até 20% do saldo do FGTS no pagamento de dívidas.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, disse que o desconto, em média, será de 65%, mas pode ser de até 90% no cartão de crédito para dívidas entre um e dois anos.
O pagamento poderá ser feito em até quatro anos, tendo um período de 30 dias de negociação com o banco, já com as parcelas menores. O prazo das operações podem ir de 90 para 180 meses, carência de 90 dias para começar a paga.
Ele também anunciou que “a pessoa que fizer uso do fundo garantidor vai estar bloqueada por um ano de jogos online".
O ministro salientou que a “dívida é algo normal” e completou afirmando que o foco do novo Desenrola é ajudar a recuperação da saúde financeira, mas também para a “educação financeira”.
Uma novidade do novo Desenrola é o uso do Fundo de Garantia."Ele é vinculado à quitação da dívida", esclareceu Durigan. Os bancos primeiro dão o desconto e depois na hora do pagamento, o trabalhador pode solicitar pagamento total ou parcial usando o saldo do FGTS.
Durigan disse ainda que para quem tem o comprometimento do saque aniversário, o valor que pode ser usado é o líquido que “sobrou” e com a margem máxima de uso de 20%.
Todas as informações sobre o programa serão publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
Desenrola 2.0
O anúncio foi realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quinta-feira (30), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, em referência ao Dia do Trabalhador.
Nesta segunda, Lula ponderou que apesar da dívida ser natural da vida da maioria dos cidadãos a proposta do governo é promover um “respiro” e salientou o equilíbrio entre a pendência financeira com a saúde do crédito.
"Queremos que as pessoas façam as suas dúvidas e não percam de vista as suas condições de pagamento", disse o presidente, que completou dizendo que o governo quer que o brasileiro volte a "respirar normal".
O presidente disse também que o crescente endividamento vem se arrastando mais fortemente, desde a pandemia do Coronavírus, em 2020. “Esse país vem se endividando a muito tempo, com a COVID inclusive que fez muita gente se endividar".
No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), cerca de 117 milhões de pessoas tinham algum tipo de dívida com instituições financeiras no país.








